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Advogado preso pela Polícia Federal jogou 3 mil reais na privada após a chegada dos policiais em sua casa

Dinheiro encontrado na casa de advogado preso em Belo Horizonte, na Operação Capitu. (Foto: Divulgação/Polícia Federal)

O advogado Mateus de Moura Lima Gomes, preso na Operação Capitu realizada na sexta-feira (9), tentou se desfazer de R$ 3 mil em dinheiro que tinha em casa jogando as notas no vaso sanitário. Segundo a PF (Polícia Federal), o dinheiro foi descartado quando agentes entraram na casa do advogado, em Nova Lima na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Além do advogado, o vice-governador de Minas Gerais, Antonio Andrade (MDB), o empresário Joesley Batista, dono da JBS-Friboi, e mais 14 pessoas foram presas temporariamente na operação. A polícia investiga esquema de corrupção no Ministério da Agricultura durante o governo da presidente Dilma Rousseff (PT).

A investigação teve origem na delação do doleiro Lucio Funaro. Segundo os investigadores, a JBS-Friboi pagou propina para deputados e dirigentes do ministério com o objetivo de se beneficiar em três frentes: a federalização das inspeções de frigoríficos, a regulamentação de exportação de miúdos e a proibição de uso de um veneno.

Segundo a PF, as propinas eram negociadas com o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (MDB-RJ), que está preso em Curitiba, e entregues por Funaro. De acordo com a delação do doleiro, o grupo empresarial teria pago R$ 30 milhões pelo pacote de medidas do governo que o beneficiariam. O valor teria sido negociado pelo ex-deputado Eduardo Cunha, que já cumpre pena decorrente da Operação Lava-Jato.

Presos na operação:

– Antonio Andrade, vice-governador de Minas e ministro da Agricultura de março de 2013 a março de 2014;

– Joesley Batista, sócio da J&F, dona da JBS-Friboi;

– Ricardo Saud, ex-executivo da J&F;

– Demilton de Castro, ex-executivo da J&F;

– João Magalhães, deputado estadual pelo MDB de MG;

-Neri Geller, deputado federal eleito pelo PP de MT e ministro da Agricultura de março de 2014 a dezembro de 2015;

– Rodrigo Figueiredo, ex-secretário de Defesa Agropecuária;

– Mateus de Moura Lima Gomes, advogado;

– Mauro Luiz de Moura Araújo, advogado;

– Ildeu da Cunha Pereira, advogado;

– Marcelo Pires Pinheiro;

– Fernando Manoel Pires Pinheiro;

– Walter Santana Arantes;

– Claudio Soares Donato;

– José Francisco Franco da Silva Oliveira;

– Florisvaldo Caetano de Oliveira, funcionário da JBS-Friboi.

Mandados de prisão não cumpridos:

– Waldir Rocha Pena, sócio do supermercado BH, que estaria no Uruguai;

– Odo Adão filho, advogado.

A desembargadora Mônica Sifuentes, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, afirmou em despacho que os executivos do grupo J&F ocultaram “fatos relevantes” nas delações premiadas. Diante disso, argumentou a desembargadora, foram determinadas as prisões de 19 pessoas na Operação Capitu, deflagrada pela Polícia Federal para apurar fraudes no Ministério da Agricultura.

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