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A previsão é que até 2025 a área coberta pela internet 5G abrangerá 40% da população mundial

Enquanto países como EUA e China correm para viabilizar 5G no ano que vem, Brasil luta para universalizar o acesso à internet. (Foto: Reprodução)

É inegável o sentido de urgência em qualquer debate relacionado à chamada Quarta Revolução Industrial, mas as discussões eclipsam um fato: a tecnologia que vai acelerá-la ainda não chegou ao mercado. Trata-se do chamado 5G, capaz de conectar internet ultrarrápida a todo tipo de coisa. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Ainda que demonstrações pontuais tenham sido feitas – a última dela na Olimpíada de Inverno em PyeongChang, na Coreia do Sul, em fevereiro –, a previsão é que o processo comercial comece apenas no ano que vem. A definição técnica do padrão aconteceu apenas recentemente.

Além disso, a própria GSMA, a entidade que congrega as teles, prevê que sua expansão será mais lenta do que a do 4G, a tecnologia mais avançada atualmente, por falta de investimentos em rede e incertezas operacionais em vários países. Pela previsão da GSMA, até 2025 a área coberta pelo 5G abrangerá 40% da população mundial.

Tema do Fórum Mundial de Davos há dois anos, a Quarta Revolução Industrial tem protagonizado várias discussões no Mobile WorldCongress, principal feira do setor de telecomunicações, que ocorre nesta semana em Barcelona. No evento, a melhor síntese sobre a revolução talvez tenha sido feita por Sue Siegel, principal executiva de inovação da GE. Ela elencou três pontos:

1- a economia passa de um modelo centralizado para um distribuído. “Você recebia energia elétrica de uma central; agora pode instalar um painel solar.”

2- investimento (o capex, no jargão administrativo) perde força em relação a gasto operacional (o chamado opex). “Um exemplo é a Uber. Você compra a viagem, não o carro.”

3- aparelhos estáticos dão lugar aos conectados. “É dado sobre dado, para todo lado.”