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A primeira-ministra britânica expulsou 23 diplomatas russos após o envenenamento de ex-espião

Theresa May afirmou que esses diplomatas foram identificados como "oficiais de inteligência não declarados". (Foto: Reprodução)

A primeira-ministra britânica, Theresa May, anunciou nesta quarta-feira (14) a expulsão de 23 diplomatas da Rússia em retaliação contra o envenenamento do ex-espião russo Sergei Skripal na Inglaterra. Os contatos bilaterais de alto nível com a Rússia também foram suspensos.

Essa é a maior expulsão de representantes estrangeiros do Reino Unido desde a Guerra Fria. A premiê afirmou que esses diplomatas, que têm uma semana para deixar o Reino Unido, foram identificados como “oficiais de inteligência não declarados”. O Reino Unido acredita que a Rússia seja responsável pelo ataque contra o ex-coronel do serviço de inteligência Sergei Skripal. Theresa já havia dado um ultimato para o Kremlin esclarecer o caso. Porém, Moscou se recusou e afirmou que só se pronunciaria após receber uma amostra da substância que foi usada no envenenamento do ex-espião.

A Rússia nega envolvimento no ataque e já afirmou que qualquer medida punitiva provocaria uma resposta. “Não há nenhuma conclusão alternativa, além do fato de que o Estado russo foi culpado pela tentativa de assassinato de Skripal e sua filha e por ameaçar a vida de outros cidadãos britânicos em Salisbury”, afirmou May. “Isso representa um uso ilegal da força pelo Estado russo contra o Reino Unido”, declarou.

Envenenamento

Skripal, 66 anos, e sua filha Yulia, 33 anos, foram contaminados por um agente nervoso na cidade britânica de Salisbury, em 4 de março. Eles foram encontrados inconscientes em um banco da catedral da cidade e foram levados ao hospital, onde estão internados em estado crítico. O caso está sendo tratado como tentativa de homicídio.

Skripal traiu dezenas de agentes russos para a inteligência britânica antes de ser preso, em Moscou, em 2004. Ele foi sentenciado a 13 anos de prisão, em 2006, e em 2010 recebeu refúgio do Reino Unido, após ser trocado por espiões russos. Um policial britânico que foi um dos primeiros a atender Skripal também foi afetado pelo agente nervoso. Ele está consciente, em situação séria, mas estável, de acordo com a polícia.

União Europeia

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, pediu na terça-feira (13) ao Reino Unido que passe dos discursos sobre o Brexit a tratados concretos, especialmente no que diz respeito à delicada questão da fronteira entre a Irlanda e a Irlanda do Norte. “É o momento de traduzir os discursos em tratados, de converter compromissos em acordos, sugestões e desejos sobre a futura relação em soluções concretas viáveis”, afirmou Juncker ante o plenário da Eurocâmara em Estrasburgo, na França.

A retirada do Reino Unido da UE está prevista para 29 de março de 2019, mas no momento ainda restam aspectos por resolver, como a maneira  de evitar no futuro uma fronteira na ilha da Irlanda como nos velhos tempos do conflito norte-irlandês.

“A vida dos cidadãos dos dois lados da fronteira tem de seguir como agora”, reiterou o titular do executivo comunitário, para quem a única fronteira terrestre que no futuro o Reino Unido terá com a UE “não é uma questão irlandesa e sim europeia”.

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