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O principal advogado do executivo brasileiro Carlos Ghosn, que está em uma prisão em Tóquio por supostas fraudes financeiras, anunciou que pediu demissão

O brasileiro foi acusado de violar leis financeiras. (Foto: Reprodução)

O principal advogado de Carlos Ghosn, detido em 19 de novembro e que está em uma prisão de Tóquio desde então por supostas fraudes financeiras, anunciou nesta quarta-feira (13) que pediu demissão.

Motonari Otsuru, um ex-promotor que defendia o executivo que criou a aliança de montadoras Renault-Nissan-Mitsubishi Motors, “enviou uma carta de demissão ao tribunal”, assim como seu colega Masato Oshikubo, informa um comunicado divulgado pelo escritório de advocacia.

A decisão, que não teve os motivos explicados, aconteceu antes da reunião prevista para quinta-feira entre advogados, juízes e promotores para preparar o julgamento. Ghosn é acusado de três delitos de abuso de confiança e de dissimulação de renda às autoridades da Bolsa entre 2010 e 2018, o que ele nega.

Festa

A direção do Palácio de Versalhes, sede luxuosa do casamento do ex-presidente executivo da Renault-Nissan Carlos Ghosn em Paris (França), declarou desconhecer que a realização da festa, inspirada na rainha Maria Antonieta, foi um evento privado e não uma cerimônia empresarial.

Em um e-mail enviado à agência Bloomberg, a administração do edifício histórico, pertencente ao governo francês, alegou que nenhum documento indicava que a cerimônia teria outra natureza que não o institucional. A mensagem ressalta, ainda, que as responsabilidades do palácio não incluem a identificação de convidados, salvo por motivos de segurança.

A Renault sinalizou às autoridades francesas a utilização do palácio pelo executivo brasileiro porque a cerimônia se referia a um “benefício pessoal” equivalente a 50 mil euros (cerca de R$ 210 mil) relacionado a um contrato de parceria corporativa.

Embora a porta-voz da família Ghosn tenha afirmado na última semana que o ex-presidente executivo devolveria o montante, o episódio lançou luz ao seu estilo de vida ostensivo e representou o primeiro caso de conduta inadequada revelado pela montadora francesa. O “titã” da indústria automobilística está preso no Japão desde 19 de novembro por crimes financeiros, negados por Ghosn.

Festa de aniversário também na mira

Em 2016, a Renault assinou um acordo no valor de 2,3 milhões de euros (R$ 9,7 milhões) com o Palácio de Versalhes para a restauração do Salão da Paz, que compõe a famosa ala da Galeria dos Espelhos, segundo declarou sua administração. O contrato assinado com a companhia permitiria que a empresa utilizasse o espaço em eventos de relações públicas de forma a compensar o valor equivalente a um quarto da doação.

Também na semana passada, o palácio confirmou que outra festa foi realizada nas suas instalações, em 2014, no valor de 160 mil euros (R$ 670 mil) e que nenhuma documentação do evento indicava outra natureza senão a institucional. O jornal francês “Les Échos” afirma que a cerimônia de 200 convidados serviu ao aniversário de 60 anos de Carlos Ghosn, embora tenha sido oficialmente anunciado como um evento corporativo da Renault e sua parceira nipônica Nissan.

A hipótese foi negada pelo porta-voz da família do brasileiro. Na ocasião, ele afirmou que nenhum familiar se lembra de qualquer bolo ou menção ao aniversário na cerimônia, e que a celebração pelos 60 anos de Ghosn ocorreu no dia seguinte em Paris, no Palais de Tóquio.

 

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