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A procuradora-geral da República anunciou uma comissão para mudar o texto que deu “superpoderes” a procuradores

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge. (Foto: Reprodução)

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, informou nesta terça-feira (14), em sessão do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público), que criou uma comissão para fazer ajustes em uma resolução que deu superpoderes a procuradores e promotores em investigações criminais.

A informação de que a resolução seria revista foi antecipada pela coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo. A resolução (n° 181/2017), aprovada pelo CNMP no início de agosto, no final do mandato de Rodrigo Janot, trata dos procedimentos investigatórios criminais feitos pelo Ministério Público.

O texto é alvo de questionamento no STF (Supremo Tribunal Federal) por permitir que procuradores e promotores façam diligências e inspeções e solicitem perícias, informações e documentos a autoridades públicas e privadas sem autorização judicial. No início de outubro, dois conselheiros do CNMP, Erick Venâncio e Leonardo Accioly, instauraram um procedimento para propor alterações em alguns pontos da resolução.

O procedimento foi distribuído para o relator Lauro Machado, que pediu para entidades se manifestarem sobre o texto. Nesta segunda (13), em reunião na PGR (Procuradoria-Geral da República), procuradores-gerais de Justiça dos ministérios públicos estaduais apresentaram sugestões para ajustar a norma.

Na sessão do CNMP desta terça-feira, Dodge informou sobre a instauração de uma comissão, formada por três conselheiros, para coletar propostas de alterações na resolução, que serão encaminhadas a Machado. Caberá a ele, como relator, submeter ao colegiado um novo texto. Não há data para que isso ocorra.

 

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