Quinta-feira, 05 de Dezembro de 2019

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Brasil Procuradores pedem investigação de vazamentos sobre Lula que constrangem o Ministério Público Federal

"Não troco a minha dignidade pela minha liberdade", disse Lula em uma carta após a Operação Lava-Jato recomendar a ele o regime semiaberto. (Foto: Agência Brasil)

Procuradores de São Paulo decidiram pedir a investigação de vazamentos sobre Lula em um processo. Mas, no caso, a informação divulgada favorecia o ex-presidente e causava constrangimento ao MPF (Ministério Público Federal). ​

Na semana passada, o procurador Silvio Marques, do MP de São Paulo, pediu que o juiz da 3ª Vara da Fazenda Pública informasse quem teve acesso ao depoimento de Carlos Paschoal, delator da Odebrecht. Ele afirmou ter sido “quase coagido” por procuradores a fazer um relato sobre o sítio de Atibaia, frequentado por Lula e reformado pela empreiteira.

Marques dizia que o vazamento era ilegal pois o depoimento, “salvo melhor juízo” era sigiloso. Errado, respondeu o juiz Fausto Seabra. O processo é público e qualquer um pode acessá-lo. Os jornalistas, por sinal, conseguiram cópia das falas e imagens do delator no próprio cartório da 3ª Vara.

Imóvel de Paulo Preto

Um laudo pericial produzido por determinação da 13.ª Vara Federal de Curitiba aponta que o engenheiro Paulo Vieira de Souza, mais conhecido como “Paulo Preto”, é dono de um imóvel no Guarujá (SP) avaliado em pelo menos R$ 4,98 milhões – desconsiderando as melhorias e ampliações feitas nos últimos sete anos. Apontado como operador de propinas do PSDB, o engenheiro é dono de uma residência de 729 m² construída em um terreno de 1.200 m² no loteamento Iporanga.

A menos de 30 km de distância do Condomínio Iporanga está o Edifício Solaris, que abriga o apartamento triplex atribuído ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A unidade 164-A, indicada pelo Ministério Público Federal como propina paga pela construtora OAS levou o petista para a cadeia no ano passado após a condenação por corrupção e lavagem de dinheiro ser confirmada em segunda instância.

O apartamento atribuído a Lula é mais modesto. Considerando apenas a área construída, o “triplex do Guarujá” é 3,39 vezes menor do que a casa do ex-diretor da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A). O valor dos imóveis também difere em proporções parecidas.

Condomínio Iporanga

Neste mês, os peritos criminais José de Castro Baptista Vallim e Ior Canesso Juraszek elaboraram um laudo sobre um imóvel de Paulo Preto para atender um determinação do juiz Luiz Antonio Bonat. O titular da 13.ª Vara Federal de Curitiba queria saber quanto valia a casa do engenheiro, que é réu pela segunda vez em processos relacionado à Lava Jato no Paraná (Paulo Preto também responde a ações em outras jurisdições).

Paulo Vieira de Souza comprou o imóvel em março de 2012. Os peritos criminais chegaram à conclusão de que a casa valia entre R$ 2,9 milhões e R$ 3,5 milhões. Considerando o valor médio, corrigido pelo índice IGP-M, calculado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), é possível atestar que o imóvel, naquelas condições, valeria o equivalente a R$ 4,98 milhões.

O valor real é maior do que o apresentado pelos peritos criminais porque a área construída, à época do negócio, era muito inferior à atual. Os 426 m² saltaram para 729 m² de 2012 a 2019, segundo atentaram os peritos com base em documentos fornecidos pela Prefeitura do Guarujá. Além disso, o imóvel passou por uma reforma completa no que se refere à estética e modernização.

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