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Produção porto-alegrense mistura videogame e cinema com visual retrô

(Foto: Cristian Verardi/Divulgação)

A Loomiarts, em associação com Fehorama Filmes, Abóbora Filmes e Kiko Ferraz Studios, apresentam o game “Esquadrão 51”. Nas dependências do Tecna  (Centro Tecnológico de Audiovisual da Pucrs), em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre, acontecem as filmagens do audiovisual que mistura filme e experiência interativa. Jogo de naves espaciais, “Esquadrão 51” (ou “Squadron 51”, como é conhecido internacionalmente) se apropria da estética dos filmes de ficção científica dos anos 1950.

Com previsão de lançamento para o primeiro trimestre de 2019 em diversas plataformas, entre elas Nintendo Switch, Xbox One e PC, a produção já circulou por festivais no Brasil e exterior. Vencedor do prêmio de melhor direção de arte no SBGames (Curitiba), participou do Games Developers Conference, em São Francisco (EUA), e outros eventos.

A criação e roteiro é de Márcio Rosa, enquanto Felipe Iesbick (“O Matador de Bagé”) dirige as sequencias filmadas. Giordano Gio e Matheus Piccoli são os produtores executivos do projeto. O elenco conta com Kaya Rodrigues (“Werner e os Mortos”), João França (“Em 97 Era Assim”), Oscar Simch (“Homens de Perto”), entre outros.

A história do jogo se passa no início da década de 1950, quando discos voadores alienígenas “descobrem” a Terra. Após estabelecer contato, os extraterrestres instalam no planeta um gigantesco empreendimento comercial. Diante das péssimas condições de trabalho impostas, não leva muito tempo para a humanidade ser escravizada. Surge então um grupo de rebeldes chamado Esquadrão 51, formado por pilotos de aviões de guerra de todas as partes do mundo.

“A ideia sempre foi trazer o visual da ficção científica retrô dos filmes B para o mundo dos videogames”, explica o criador Márcio Rosa, que também fez a modelagem em 3D e a programação. “É neste universo que mistura batalhas aéreas, junto com as possíveis alegorias sociais permitidas pela fantasia, que pretendemos cativar o jogador”, promete Rosa.

“Esquadrão 51” faz parte do gênero “shoot’em up” (ou “shmup”), termo utilizado pelo público especializado para definir o popular “jogo de navezinha”. A filmagem em estúdio abrange as “cutscenes” ou cinemáticas, como são chamadas as cenas que avançam as tramas dos games atuais. Nos anos 1990, elas eram feitas com atores reais.

“Hoje, isto é uma raridade na produção de videogames e algo inédito em jogos brasileiros”, acredita Giordano Gio, produtor executivo. A produção gaúcha faz o uso da técnica de “chroma key” (tela verde) para depois acrescentar os cenários retrofuturistas em computação gráfica. Os efeitos visuais juntam-se na pós-produção aos atores, objetos e maquiagem de efeitos. “As sequencias captadas serão incorporadas para complementar a experiência do jogador e acrescentar dramaticidade ao enredo, antes e depois de cada uma das fases”, acrescentou o diretor Felipe Iesbick.

 

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