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PSDB manterá apoio a Michel Temer se as reformas avançarem

Comando do partido está com o senador cearense Tasso Jereissati. (Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)

O PSDB, maior aliado do governo de Michel Temer, decidiu condicionar o apoio ao peemedebista ao avanço da agenda de reformas no Congresso Nacional. Em meio ao afastamento do senador tucano Aécio Neves (MG) do comando da legenda, na esteira da delação do grupo JBS/Friboi, os seus correligionários querem investir na imagem de responsabilidade econômica em meio à turbulência, pedra-de-toque de sua posição situacionista desde o que a atual gestão federal assumiu o poder, no ano passado.

O primeiro teste será a discussão da reforma trabalhista no Senado. Inicialmente marcada para a próxima terça-feira, a sessão na Comissão de Assuntos Econômicos havia sido adiada pelo relator da reforma, Ricardo Ferraço (PSDB-ES). Líderes tucanos, reunidos nessa sexta-feira no apartamento do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em São Paulo, decidiram que o assunto tem de voltar à pauta.

A comissão é liderada pelo novo presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), que aqui e ali é ventilado como um presidenciável no caso de Temer cair e ser realizada a constitucionalmente prevista eleição indireta para o Planalto. A ideia é dar ao trâmite uma resposta institucional de apoio à agenda reformista de Temer, evitando personalizar isso num apoio ao presidente.

O PSDB, com quatro ministros no governo Temer, está rachado sobre o tema. Sua bancada na Câmara quer o desembarque imediato do governo, mas foi vencida por ora pelos senadores e caciques extra-Congresso da sigla. Como afirmou um membro do primeiro grupo, “qualquer coisa a mais” contra o Planalto poderá mudar a situação.

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