Últimas Notícias > Capa – Caderno 1 > O Comando Rodoviário da Brigada Militar vai contar com novos equipamentos tecnológicos durante a 49ª Operação Golfinho, nas rodovias do Litoral Norte e Sul gaúcho

Quais os interesses que defendem?

O deputado mineiro Bonifácio de Andrada critica o sistema partidário. (Foto: Gustavo Lima/Câmara dos Deputados)

Cinco décadas após assumir uma cadeira na Câmara dos Deputados, o mineiro Bonifácio de Andrada, do DEM, deixa a vida política. Em longa entrevista ao jornal Estado de Minas, ontem, declarou: “As legendas se destruíram. O que prevalece são as lideranças uninominais.”

O deputado foi generoso. No fundo, o sistema partidário brasileiro só não está no fim porque não existiu, com exceção do período de 1946 a 1964.

Democracia não é sinônimo de pluripartidarismo caótico. As siglas têm representado ardilosas e ativas minorias. Grupos de pressão dentro da sociedade, querendo influir e exercer o poder.

Uma expressão, dentre muitas outras, que define o quadro é partidocracia despudorada.

O Rio diz não

Em recente votação, deputados estaduais revogaram a venda da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro). Negociada pelo governador Luiz Fernando Pezão como a joia do Regime de Recuperação Fiscal, a Assembleia Legislativa concluiu que não faria sentido se desfazer de uma empresa pública saudável por um valor que pouca diferença faria na recuperação das contas do Estado.

Reações diferentes

Diante da resistência dos deputados do Rio de Janeiro, contrários à venda da Cedae, não se ouvem protestos e cobranças como ocorre em relação à exigência da venda do Banrisul. O motivo para Brasília querer passar adiante o banco gaúcho é evidente.

Posição-chave

O gaúcho Paulo Uebel será secretário geral de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, ficando vinculado ao ministro da Economia, Paulo Guedes. Bacharel em Direito pela PUC-RS, especializou-se em Direito Tributário, Financeiro e Econômico pela UFRGS. Possui mestrado em Administração Pública pela Columbia University, de Nova Iorque.

Vergonha e crime

O dinheiro público é de todos e de ninguém. O antigo ditado leva o país, cada vez mais, ao fundo do poço.

A Câmara dos Deputados reabrirá o cofre: em quatro sessões antes do recesso votará pautas-bombas com fatura salgada para o próximo governo: 47 bilhões de reais a mais de despesas.

A maioria das Assembleias Legislativas, incluindo a do Rio Grande do Sul, entra na carona.

No brete

Uma pesquisa mais aprofundada mostra: a Constituição garantiu tantos benefícios sem cobertura que hoje o rombo fica impossível de ser financiado.

Difícil contestar

O sociólogo norte-americano Daniel Bell, professor emérito da Universidade de Harvard, definiu: “Os governos se tornaram grandes demais para os pequenos problemas e pequenos demais para os grandes problemas.”

Condições

É raro encontrar economistas que discordam: sem mudanças na Previdência, não há como ajustar as contas públicas. Sem a redução do explosivo déficit fiscal, não existe perspectiva de retomada mais forte do crescimento econômico.

Dos arquivos

O primeiro grande debate no Congresso brasileiro sobre a dívida externa ocorreu em 1831. Desde então, não parou mais.

Cenário se perpetua

A 9 de dezembro de 1998, os jornais noticiaram que pelo menos 2 mil e 500 dos 5 mil e 507 municípios não pagariam em dia o 13º salário dos seus funcionários. Mais: começariam 1999 com folha de pagamento e dívidas atrasadas.

Recomeço

Prefeitos de todo o país darão trégua de três meses ao presidente Jair Bolsonaro e ao novo Congresso Nacional. Porém, marcaram para 8 de abril a 23ª Marcha a Brasília, coordenada pela Confederação Nacional dos Municípios. Durante quatro dias, vão bater em todas as portas e cobrar sem cerimônias.

Não mudou muito

Na época de composição do ministério e de secretariados estaduais, cabe lembrar o que dizia Luiz XIV, que reinou na França de 1643 a 1715: “Para cada cargo preenchido, consigo cem inimigos e um ingrato.”

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