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Quase 16 anos depois, o Parque Estadual de Itapuã, em Viamão, voltou a registrar a presença de uma onça

A onça-parda é o segundo maior felino do continente americano. (Foto: Reprodução)

Quase 16 anos após o último registro, uma onça-parda voltou a ser flagrada no Parque Estadual de Itapuã, em Viamão. Consideradas raras, as imagens foram capturadas por uma câmera noturna instalada em área próxima ao Morro da Grota, no interior do parque.

Vinculado à Sema (Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável), Itapuã é uma UC (unidade de conservação) de proteção integral. De acordo com a gestora do parque, Dayse Rocha, o registro indica que o parque está cumprindo o seu papel.

“Trata-se de uma evidência de que o parque está exercendo a sua função de garantir a biodiversidade e preservar o meio ambiente”, ressalta Dayse. Ela acrescenta que o parque irá promover uma campanha de conscientização ambiental para proteger o animal, também conhecido como puma, leão-baio ou suçuarana.

A onça-parda, de nome científico Puma concolor, é o segundo maior felino do continente americano, podendo chegar a pesar 75 kg e medir mais de dois metros – perde em tamanho e peso apenas para a onça-pintada (Panthera onca). “Ela está no topo da cadeia alimentar”, detalha a gestora do Parque Estadual de Itapuã.

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Registrado na área pela última vez em setembro de 2002, o felino chegou a ser considerado extinto na área por pesquisadores. A equipe da Sema temia que o animal, adulto, já estivesse morrido, pois o tempo de vida de uma onça parda costuma ser de 12 a 15 anos.

No entanto, em julho do ano passado, um pescador relatou ter avistado um felino de médio ou grande porte na unidade de conservação. Mas ele não soube identificar a espécie, que não tem uma pelagem uniforme, sem o padrão estampado que caracteriza a sua “prima” onça-pintada.

Desde então, uma equipe da Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (órgão do governo do Estado) promoveu uma série de operações especificamente destinadas a encontrar e idenfificar vestígios do que seria possivelmente a onça-parda.

A analista ambiental Luisa Lokschin, da divisão de Unidades de Conservação da Sema, relata que foram identificadas pegadas do animal e, a partir da localização desses vestígios, instaladas as chamadas “armadilhas fotográficas”. As imagens eram periodicamente analisadas pelo guarda ambiental Luiz Henrique Ferreira.

Divulgado nessa quinta-feira, o registro da onça-parda foi capturado no dia 16 de junho, quase um ano após o relato do pescador sobre o animal. “Depois que achamos as pegadas, fizemos um grande esforço para obter essa imagem”, destaca Luisa.

As câmeras espalhadas no Parque Itapuã também capturaram imagens de gatos-do-mato, graxains, tatus e capivaras, dentre outras diversas espécies.

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