Sexta-feira, 13 de Dezembro de 2019

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Brasil Quatro moradores de rua morrem em Barueri por suspeita de envenenamento

Local em que foram encontrados os corpos na cidade de Barueri. (Foto: Reprodução/TV Globo)

A prefeitura de Barueri, na Grande São Paulo, voltou atrás e retificou a informação de que um quinto morador de rua morreu hoje supostamente envenenado por uma bebida alcoólica. Renilton Ribeiro Freitas, 43, permanece vivo internado no Hospital Municipal de Barueri. Ele fazia parte de um grupo de moradores de rua encontrados mortos na manhã de ontem (16) no centro de Barueri. No sábado, 16, por volta das 8h30, outras quatro pessoas foram encontradas sem vida na avenida Campos Sales em frente a uma padaria.

A Polícia Civil investiga a suspeita de que eles tenham ingerido uma bebida alcoólica envenenada. Segundo nota oficial da Prefeitura de Barueri, um dos socorridos com vida afirmou que recebeu uma bebida quando esteve na Cracolândia, no centro de São Paulo, e a ofereceu aos colegas. A polícia apreendeu a garrafa e encaminhou para perícia técnica. Ainda segundo a prefeitura, não há novidades sobre o quadro médico dos quatro pacientes que seguem internados pelo Hospital Municipal de Barueri: Silvia Helena Euripes, Vinicius Salles Cardoso, Renilton Ribeiro Freitas e Sidnei Ferreira de Araújo Leme.

Quinta morte?

A Prefeitura de Barueri, na Grande São Paulo, tinha confirmado na manhã deste domingo, 17, a morte de Renilton Ribeiro Freitas, de 43 anos, que estava com um grupo de moradores de rua encontrados mortos na manhã de sábado em frente a uma padaria no Centro de Barueri. No entanto, a Prefeitura voltou atrás e corrigiu a informação por volta das 14h de domingo,.

“Fica assim retificada a informação anterior de falecimento de Renilton Ribeiro Freitas”, disse, em nota. Além disso, a Prefeitura de Barueri adicionou um quinto ferido na lista dos internados, Paulo Cezar Pedro, de 41 anos. Ele apresentava as mesmas características dos demais internados e foi levado ao pronto-socorro Central de Barueri.

Os familiares de Denis da Silva, de 33 anos, disseram que ele não dormia na rua, mas passava o dia todo na Praça da Bandeira e voltava para dormir em casa. A operadora de telemarketing Viviane Sampaio da Silva, 42 anos, irmã de Edson Sampaio da Silva, que morreu após ingerir a bebida, disse que o irmão não morava na rua, como informou a prefeitura. “Tanto que ele foi socorrido em casa”, disse.

Viviane contou que por volta das 8h40 do sábado o irmão a chamou na casa dela, que fica atrás da dele. “Ele gritou: ‘bebi uma cachaça e tinha veneno’”, afirmou. A irmã achou que era brincadeira, já que ele, alcoólatra, costumava agir assim quando bebia. A operadora deixou ele em casa e foi ao trabalho. No caminho, viu os amigos de Edson caídos no chão, perto da empresa em que ela trabalha, na região da praça da Bandeira. “Voltei pra casa, ele tava passando mal. Chamei o resgate e ele foi levado para o hospital”, afirmou.

Viviane disse que o irmão era alcoólatra desde a adolescência e conhecia todas as vítimas da bebida envenenada. “Ele passou lá, encontrou com eles, bebeu e foi embora”, disse. Os quatro sobreviventes são dois homens com idades de 31, 38 e 43 anos, e uma mulher de 54 anos. Além disso, o outro sobrevivente que não foi localizado no mesmo local dos demais tem 41 anos. O caso foi registrado como morte suspeita na Delegacia Central de Barueri, de acordo com a SSP.

O corpo de Edson Sampaio da Silva foi enterrado às 10h30 e o de Denis da Silva às 13h, no domingo, ambos em Barueri. O colega Luiz Pereira da Silva foi enterrado às 17h, também no domingo, em Osasco. ‘Quero justiça’, diz irmã de homem que morreu ao ingerir bebida supostamente envenenada.

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