Sexta-feira, 17 de Janeiro de 2020

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CAD1 “Quem vai bater o martelo será Onyx Lorenzoni”, disse Bolsonaro sobre a indicação ao Banco Central

Onyx e Bolsonaro têm defendido um novo formato de se fazer política. (Foto: Divulgação)

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, mencionou que o BC (Banco Central) poderá adotar metas para o câmbio e inflação em caso de sua vitória. Em entrevista ao site Poder 360, o líder nas pesquisas eleitorais disse que pediu ao economista Paulo Guedes a adoção desses parâmetros para o trabalho da autoridade monetária. O candidato, disse, ainda, que a indicação para a presidência do órgão será feita já nas próximas semanas, e destacou que quem baterá o martelo será Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que “será o coordenador de tudo”.

“Eu falei para o Paulo Guedes: temos que estabelecer metas para dólar, inflação. Aí, a taxa de juros. O presidente do Banco Central terá liberdade para decidir dentro de parâmetros. O controle da inflação não pode ser apenas taxa de juros. O Banco Central deverá ter inteligência”, disse o candidato em entrevista concedida na sexta-feira à tarde, por telefone.

O deputado citou o desejo de uma atuação “inteligente do BC” e defende que a instituição deve ter “iniciativa”. “De uma forma bem leiga: se um produto agrícola corre risco de faltar no mercado por alguma razão e isso pode representar uma alta da inflação, o comando do BC terá que ter inteligência de apontar esse risco – e não apenas ficar sentado e aumentando a taxa de juros se a inflação sobe. Terá que ter iniciativa”, disse Bolsonaro na entrevista.

Questionado como seria a independência do Banco Central em eventual governo do PSL, Bolsonaro respondeu: “É independência política, para que nenhum político queira influir”, explicou o candidato.

Sobre eventuais nomes para a presidência do BC, Bolsonaro diz que já conversou com Guedes e mencionou que essa indicação deve sair rapidamente, nas próximas semanas. “Ele [Guedes] tem uma lista de nomes para a equipe econômica e muitos já são do meu conhecimento. Vou conversar com o Paulo Guedes e quem depois vai bater o martelo é o Onyx [Lorenzoni/DEM-RS], que será o coordenador de tudo”, disse o presidenciável.

“O Onyx fala que pode ser até dezembro, mas podemos antecipar um pouco, com tudo consolidado. Aí vamos tranquilizando o mercado.”

“O Paulo diz que tem bons nomes e nós temos de conversar, pois sempre pode aparecer alguém com ideias um pouco melhores. Não quero falar agora, pois se alguém cita um nome do governo Temer, vão generalizar e não é assim. Nem todos os que estão com o Temer não prestam e nem todos prestam”, disse o candidato.

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