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Raio X da Segurança Pública em Porto Alegre

Para o presidente da ASOFBM, Coronel Marcelo Gomes Frota, apresentar um diagnóstico desse porte para a população faz parte das ações prioritárias da entidade. (Foto: João Alves/Divulgação)

A ASOFBM (Associação dos Oficiais da Brigada Militar)  divulgou nessa terça-feira os resultados da pesquisa Raio X do Caos da Segurança Pública em Porto Alegre, realizada pela Segmento Pesquisas. O estudo ouviu 400 moradores de diversos bairros da capital; de ambos os sexos, de todas as classes sociais e diferentes faixas de idade (acima de 16 anos)  entre os dias 25 de outubro e 3 de novembro.

Alguns números revelam que a violência está mudando os hábitos da população da capital. Entre os entrevistados, 71,8% informou que já sofreu e/ou tem algum familiar que já sofreu algum tipo de criminalidade e 83,5% mudou sua rotina, devido à falta de segurança. Destes, 34,7% não saem mais à noite. Além disso, 67,5% dos porto-alegrenses questionados aprovam a pena de morte, entre outros números preocupantes que foram revelados pela pesquisa.

93% dos entrevistados avaliam que a segurança pública em Porto Alegre é ruim ou péssima.

96,8% percebem que a violência e a criminalidade aumentaram nos últimos dois anos.

71,1% dos pesquisados pensa sempre ou muitas vezes na possibilidade de ser assaltado. E mais da metade (59,1%) pensa com esta frequência na possibilidade de ser assassinado ou ter o veículo roubado (56,3%).

94,8% é favorável ao aumento da pena para crimes contra a vida.

89,8% dos participantes da pesquisa quer a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos.

Para o presidente da ASOFBM, Coronel Marcelo Gomes Frota, apresentar um diagnóstico desse porte para a população faz parte das ações prioritárias da entidade, juntamente com algumas sugestões para diminuir a insegurança que já é uma realidade, não somente em Porto Alegre, mas também em outros Estados. “Temos também a proposta de ampliar essa metodologia de pesquisa para outras capitais que apresentam problemas parecidos, em menor ou maior escala, para que juntos possamos pensar numa política pública de segurança mais ampla e eficaz”, garante o Coronel Frota.