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Educação Reitores pedem na Justiça que ministro da Educação explique fala sobre drogas em universidades

Sem apresentar provas, Weintraub afirmou que algumas universidades teriam "plantações extensivas" de drogas

Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil
Weintraub chegou a afirmar que um aplicador da prova teria sido responsável pelo vazamento. (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

A Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições de Ensino Superior) entrou na Justiça para pedir que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, explique as alegações de que há “plantação de ervas para produção de drogas” nas universidades federais brasileiras.

Sem apresentar provas, Weintraub afirmou que algumas universidades teriam “plantações extensivas” de drogas durante uma entrevista ao canal no YouTube do Jornal da Cidade no dia 22 de novembro. O ministro falou também que haveria produção de drogas sintéticas em laboratórios de química.

“Então o que você tem? Você tem plantações de maconha, mas não é três pés de maconha, você tem plantações extensivas de maconha em algumas universidades,” disse Abraham Weintraub.

A interpelação judicial foi apresentada pela Andifes nesta quarta-feira (04) e ressalta o “teor depreciativo em relação às universidades federais, e em consequência a seus reitores” da fala do ministro. A Andifes pede ainda que o ministro “preste esclarecimentos e informações sobre as provas que ampararam suas declarações”. A medida foi protocolada na 9ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal.

No pedido, os reitores lembram que o ministro destacou, em sua conta pessoal no Twitter, alguns trechos da entrevista que concedeu ao Jornal da Cidade falando sobre federais. Na rede social, Weintraub também citou dois casos de drogas encontradas em universidades para sustentar sua alegação, um na UnB (Universidade Federal de Brasília) e outro na de UFMG (Minas Gerais).

“As postagens indicadas pelo ministro como exemplo de prática de delitos nas universidades federais são, respectivamente, de 2017 e de maio deste ano de 2019, e citam a Universidade de Brasília e a Universidade Federal de Minas Gerais”, diz a Andifes.

No entanto, as universidades federais UnB e UFMG não foram consideradas responsáveis ou mesmo diretamente envolvidas em casos envolvendo plantação ou produção de drogas.

“Ambos os casos postados pelo senhor ministro já foram apurados pelas autoridades policiais, devidamente debelados por suas reitorias e não servem de exemplo negativo para as instituições”, diz a Andifes na interpelação judicial.

Nesta quarta-feira, o ministro foi convocado pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados para esclarecer a acusação de que a estrutura das universidades federais estaria sendo usada para produção de drogas.

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