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Representantes dos setores público e privado apresentaram sugestões para acabar com mais de 300 focos de lixo em Porto Alegre

Problema custa R$ 1,3 milhão por mês aos cofres municipais. (Foto: Divulgação/PMPA)

Motivadas pela busca por soluções viáveis para os mais de 300 focos de lixo em Porto Alegre, mais de 60 pessoas ligadas aos setores público e privado se reuniram na tarde dessa sexta-feira para a primeira oficina “Resíduos Sólidos e Limpeza Urbana”. A iniciativa foi organizada pela prefeitura, por meio do DMLU (Departamento Municipal de Limpeza Urbana).

O evento ocorreu no escritório UFO Hub Space Plaza, na avenida Alberto Bins nº 514, e resultou em uma série de sugestões. “Temos muita gente boa que deseja trabalhar em conjunto, então vamos buscar soluções inovadoras”, propôs o diretor da Escola de Engenharia da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), Luiz Carlos Pinto da Silva Filho, no início do evento.

Segundo ele, que também é coordenador do projeto “Pacto Alegre” da administração municipal, nas próximas semanas devem ser promovidos novos encontros para aprofundar os temas levantados nessa sexta-feira. Dentre as soluções apresentadas, algumas receberam destaque nos debates:

– Aprofundar o entendimento do problema, envolvendo ainda mais as comunidades atingidas;

– Incrementar ações, especialmente de educação ambiental, que já vêm sendo realizadas pelo DMLU;

– Prevenir a formação dos focos de lixo e eliminar os existentes;

– Manter os locais limpos e impedir que migrem para outros pontos;

– Estimular as hortas comunitárias e o uso da tecnologia no tratamento dos resíduos;

– Desenvolver ações de educação e comunicação para a população em geral;

– Definir políticas públicas e legislação para facilitar o licenciamento de unidades de triagem;

– Engajar líderes comunitários e de condomínios para as ações de separação do lixo.

Avaliações

O titular da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos, Ramiro Rosário, ressaltou que todas as ideias são bem-vindas, sobretudo na tentativa de encontrar soluções viáveis em curto espaço de tempo. “Para a prefeitura, interessa eliminar os focos de lixo mas também prevenir que eles se formem. Neste sentido, é importante propagar o sentimento de comunidade, mostrando que o poder público não é o único responsável pelo que acontece na cidade”, enfatizou.

Conforme Rosário, desde a geração do resíduo, passando pela coleta e transporte, até a reciclagem e aterro, são cerca de 20 contratos referentes à limpeza urbana, a um custo total superior a R$ 15 milhões por mês aos cofres municipais. Deste montante, R$ 1,3 milhão destina-se apenas ao recolhimento dos focos de lixo.

Porto Alegre recicla menos de 20% do lixo que gera, sendo que em 2018, recolheu 499 mil toneladas de resíduos. Na coleta domiciliar, por exemplo, das 27 mil toneladas mensais, 23% (equivalente a 260 toneladas/dia) teria potencial reciclável e é enviada ao aterro sanitário, ao custo de R$ 37 milhões ao ano.

Já nos contêineres de orgânicos e rejeito, são depositadas mais de 52 toneladas por dia de materiais recicláveis que poderiam ser destinados às 17 Unidades de Triagem da Capital – gerando emprego e renda para 200 famílias.

(Marcello Campos)

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