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Reunião de despedida

(Foto: Alan Santos/PR)

Uma reunião de horas no gabinete presidencial na noite de quarta-feira foi o tampo do caixão político, por ora, dos principais caciques do MDB e do País no atual cenário. Frente a um presidente Michel Temer inerte na poltrona, os ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha e os senadores Romero Jucá e Eunício Oliveira (presidente do Congresso Nacional) protagonizaram lamúrias sobre o resultado da eleição e se perguntaram o que será deles a partir de janeiro.

Todos ficarão sem mandato eleitoral. E todos são réus em processos da Operação Lava-Jato no STF (Supremo Tribunal Federal). Temer é alvo da PF (Polícia Federal) no inquérito sobre suspeita de beneficiar empresa em decreto para o Porto de Santos.

Maioridade

Caso se eleja presidente, Bolsonaro quer mostrar trabalho já no primeiro ano de mandato, mexendo na Constituição Federal: ele quer a redução da maioridade penal para 16 anos. O grupo político fala em 17 anos.

Baixa gaúcha

PT e MDB tiveram baixas na Câmara dos Deputados. Não se reelegeram Marco Maia (PT), ex-presidente da Casa, e Darcísio Perondi (MDB), da “tropa-de-choque” do partido.

Plumas ao alto

O ministro do STF Gilmar Mendes deve estar furioso. Ele foi “atropelado” por um desembargador federal que concedeu, primeiro, o habeas corpus ao tucano Marconi Perillo, ex-governador de Goiás.

Sondagem jurídica

Reunião sigilosa na noite de quarta-feira: Fernando Haddad baixou de jatinho em Brasília e foi para o apartamento do ex-presidente do STF Joaquim Barbosa, revelou ontem a Coluna no site. Foi uma conversa sem promessas ou garantias. O fato é que o candidato do PT quer o apoio moral de Barbosa, filiado ao PSB, para aparecer bem na fita. E, se vencer, convidá-lo para ministro da Justiça.

Ministeriáveis

A ofensiva de Haddad é estratégica. O PSB, ao qual Barbosa é filiado, fechou com o PT para o segundo turno – o ex-ministro, hoje advogado, chegou a figurar a lista de presidenciáveis deste ano, mas desistiu. Já a baiana Eliana Calmon, ex-ministra do STJ (Superior Tribunal de Justiça), pode comandar a pasta da Justiça em um eventual governo de Jair Bolsonaro (PSL).

Não sou ele

A atitude de procurar o ex-ministro que foi o algoz do PT como relator da Ação Penal 470, sobre o Mensalão do partido, também indica que Haddad quer mostrar ao povo que não é Lula. Tem “brilho” próprio. A conferir.

Duas histórias

No Distrito Federal, o caso de dois candidatos que disputaram a Câmara Legislativa: uma senhora, desempregada, bolsista, trabalhou 18 horas por dia e conseguiu 63 votos, enquanto ele, servidor público da Câmara Federal, pegou 50 dias de folga, não saiu de casa e nem fez campanha mas conseguiu 180 votos.

Um trocado

É troco esse processo no qual Marconi Perillo foi preso por suposta de receber propina de R$ 12 milhões. Continua o mistério do decreto que assinou, como governador, na virada de 2014, no qual perdoou mais de R$ 1 bilhão em dívidas de ICMS da JBS/Friboi com o Estado de Goiás. Aquela empresa do gravador-geral Joesley Batista.

Demitidos

Os dois principais deputados do PTB suspeitos de fraudes no Ministério do Trabalho foram limados da Câmara. Líder do PTB, Jovair Arantes (GO), que teve o gabinete vasculhado pela PF, não foi reeleito. Assim como Cristiane Brasil (RJ), filha de Roberto Jefferson, indicada (e barrada) para chefiar a pasta.

Prefeitáveis

Recife não espera para passar à próxima eleição, a de prefeito em 2020. Já despontam os candidatos. Três são do PSB: João Campos (o mais votado para a Câmara, com 460.387 votos); Felipe Carreiras (114.268 votos, também para deputado federal) e a delegada Cleide Ângelo (a mais votada para deputada estadual, com 412.636 votos). Além de Marília Arraes, do PT (193.108 votos para federal).

Aceno

Antes reticentes a qualquer aproximação com o PSDB, parlamentares petistas acenam com a possibilidade de se unirem aos tucanos para tentar vencer Bolsonaro no segundo turno. Eleita vice-governadora do Piauí, a senadora Regina Souza afirmou à Coluna que não vê impedimentos para “pontuais” alianças PT-PSDB nos Estados.

MERCADO

Travou…

A Suframa sofre pressão política para autorizar a Transire, fabricante da “moderninha”’, máquina de pagamento com cartão, a expandir sua fábrica em Manaus (AM) para dobrar a produção. O problema é que a empresa é investigada pela própria Suframa por suposta prática de concorrência desleal e descumprimento das normas da Zona Franca.

… Sem sinal

Se for confirmada a suspeita de que a Transire não cumpre os requisitos legais para o aumento da planta industrial, a autorização não poderá ser concedida.

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