Últimas Notícias > Capa – Destaques > Protestos causam mortes no Chile; governo decreta toque de recolher

Revoltados com o uso de scanners corporais, detentos provocaram um incêndio na Penitenciária Estadual de Canoas

Incidente resultou em sete presos com escoriações leves. (Foto: Rodrigo Ziebell/SSP-RS)

Um incêndio atingiu a Pecan (Penitenciária Estadual de Canoas), na Região Metropolitana de Porto Alegre, na noite de domingo. De acordo com a Susepe (Superintendência dos Serviços Penitenciários), as chamas foram iniciadas por volta das 22h30min em duas unidades do complexo, quando um grupo de detentos ateou fogo a colchões e atirou o material no pátio.

Essa atitude teria tomada em protesto contra a adoção de scanners corporais para quem entra e sai da instituição. localizada no bairro Guajuviras. A medida já permitiu flagrantes de diversas tentativas de ingresso de ilícitos às dependências da penitenciária, durante períodos de visita aos internos.

Após agentes do Corpo de Bombeiros controlarem as chamas, equipes da BM (Brigada Militar) e do Gaes (Grupo de Ações Especiais da Susepe) realizaram uma operação de revista nos apenados. Houve reação por parte dos detentos, que provocaram um tumulto e, após a utilização de bombas de efeito moral pelos agentes, foram removidos para outro setor, permitindo que fosse feito o trabalho de rescaldo.

Parentes de presos se aglomeravam na entrada do complexo, reclamando da falta de informações por parte da administração da Pecan, e só deixaram o local após conversarem com um representante da direção da casa prisional. Ele garantiu que não houve feridos graves e que sete detentos foram atendidos pelo Samu com escoriações leves, resultado do próprio motim.

Confirmado oficialmente na tarde dessa segunda-feira, esse foi o segundo incêndio registrado na instituição, inaugurada em março de 2016, durante a gestão do governado José Ivo Sartori. O primeiro incidente ocorreu em março do ano passado, quando um grupo de apenados colocaram fogo em uma das galerias.

(Marcello Campos)