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Rombo devastador nas finanças

O secretário estadual da Fazenda, Giovani Feltes. (Foto: Divulgação/Sefaz)

Cenário sombrio ainda é uma expressão leve para descrever a sessão plenária da Assembleia Legislativa, no final deste mês, quando será votado o orçamento do Estado para 2018 com déficit próximo de 7 bilhões de reais.

O uso da expressão colapso dos serviços públicos torna-se cada vez mais comum.

O que é

Reuniões na sala do secretário estadual da Fazenda, Giovani Feltes, tem denominação: o abismo visto do fundo.

Correndo na frente

A JBS tem 130 mil empregados no Brasil, dos quais 9 mil em dez municípios do Rio Grande do Sul. Com a Operação Carne Fraca, a empresa entrou em crise. Audiência pública na Assembleia Legislativa, promovida ontem pelo deputado estadual Altemir Tortelli, encaminhou providências junto ao Ministério Público Trabalho para evitar demissões, como já ocorreu em outros estados.

Vai disparando

No primeiro semestre deste ano, os cinco maiores bancos brasileiros lucraram mais de 36 bilhões de reais. O avanço do setor foi de 578 por cento entre 1994 e 2003.

Quem olhou o placar eletrônico Jurômetro, ontem à noite, não se surpreende: o governo federal pagou, desde 1º de janeiro deste ano, 376 bilhões e 748 milhões de reais para rolar sua dívida.

Outra contagem

Às 22h30min de ontem, o Impostômetro atingiu 1 trilhão e 990 bilhões de reais. Valor arrecadado pelo governo federal desde o começo deste ano e ainda é considerado pouco pelos ordenadores de despesas públicas.

Nas alturas

O crediário cobra 104 por cento para o financiamento de produtos da linha doméstica; o rotativo no cartão supera 400 por cento e o cheque especial vai a mais de 250 por cento. Quem entra na ciranda tem grandes dificuldades em sair.

Conclusões sem açúcar

Candidatos à Presidência da República precisarão ler com cuidado e adotar posição diante do recente relatório do Banco Mundial que concluiu:

Os governos (federal, estaduais e municipais) gastam mais do que podem; os gastos são ineficientes, pois não cumprem plenamente seus objetivos; e, em muitos casos, de forma injusta, beneficiando os ricos em detrimento dos mais pobres.”

Entrevistadores de emissoras de rádio e TV anunciam que usarão o documento para provocar durante os debates.

A tradição do jeitinho

Uma das ideias de aliados de Temer é que ele seja nomeado embaixador, num acordo que dependeria do próximo presidente eleito. A medida lhe garantiria imunidade diplomática, mantendo os processos que terá que responder no Supremo Tribunal Federal.

Dia D

O Supremo Tribunal Federal analisará, amanhã, se deputados estaduais poderão manter o mesmo direito de deputados federais e senadores de só serem presos em flagrante de crime inafiançável.

Pobres consumidores

Imaginava-se que o aumento de 5 novembro fosse o último no preço do botijão do gás de cozinha. Engano. A partir de hoje, sobe mais 8,9 por cento. Em um mês, o reajuste atinge duas vezes o índice anual da inflação. Não adianta dizer que é um absurdo: a Petrobras mantém-se no bunker, mandando e desmandando.

Fora de órbita

A Comissão de Viação e Transportes, da Câmara dos Deputados, aprovou permissão para que os táxis tenham cabine de segurança blindada, com o objetivo de isolar o motorista do contato direto com os passageiros. É assunto para as câmaras municipais e centenas já regulamentaram a proposta. Porém, quando algum deputado quer ganhar votos de motoristas apela para tudo. Quanto às reformas que a população exige, quase nada.

Em cartaz

Nas telas do Norte ao Sul do País, o longa-metragem Silêncio das Panelas.

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