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Saiba como identificar a depressão em diferentes fases da vida

Sofrimento em excesso pode ser um sinal de depressão. (Foto: Freepik)

Os dias estão tristes e sem graça já há algum tempo, fora que todos os problemas têm um peso muito grande, trazendo sofrimento em excesso. Melhor ligar o alerta: pode ser depressão. A doença, de acordo com a psicóloga Marina Vasconcelos, que é colaboradora do Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso do Ipq (Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo) possui dois componentes básicos: o psicológico/emocional e outro físico/orgânico, que podem mudar, dependendo da fase de vida.

Entre os comportamentos típicos, pessoas depressivas tendem a se desinteressar por coisas que gostavam de fazer, ficam com uma sensação de tristeza, têm insônia ou dormem demais, além de fadiga ou fome excessiva, cansaço excessivo, ganho ou perda de peso, apatia, sentimento de culpa, falta de concentração e, em casos mais graves, pensamentos suicidas, entre outros sintomas.

SINAIS DE DEPRESSÃO

Na infância

– Queda do rendimento escolar;
– Se recusa a ir para a escola;
– Esquece de fazer a lição de casa;
– Não se relaciona com outros amiguinhos;
– Chora por qualquer motivo.

Marina Vasconcelos explica que uma criança pode, sim, apresentar sintomas de depressão e que o quadro não precisa necessariamente estar associado a alguma situação em especial. “É o caso da depressão endógena, que é de origem biológica e/ou predisposição hereditária.”

Ao perceber os sinais, procure um pediatra. O profissional está habilitado a indicar o melhor encaminhamento para o caso, pois é importante levar em conta que, mesmo sem causa emocional aparente, existem causas orgânicas para serem investigadas.

Algumas patologias, como o hipotireoidismo – condição na qual a glândula não produz a quantidade suficiente de hormônio da tireoide, também podem levar à depressão. Por isso, é importante essa investigação clínica para descobrir as causas, tanto orgânicas quanto psicológicas.

Na adolescência

– Mudança no apetite;
– Pensamentos suicidas;
– Agressividade;
– Postura antissocial;
– Pouca energia.

Nesta fase cheia de mudanças físicas e hormonais, não é à toa que os nervos do adolescente ficam a flor da pele.

Mas os pais e responsáveis precisam ficar atentos, pois o transtorno depressivo merece muita atenção, podendo até levar até ao suicídio. “Procurar ajuda de um psicólogo e de um psiquiatra, se for o caso, não deve ser encarado como sinal de fraqueza ou preguiça, pois este trabalho em conjunto é o que ajudará o adolescente a sair do quadro depressivo”, diz a psicóloga.

Outra dica é tentar abordar naturalmente a doença, para que o adolescente se sinta acolhido e saiba que pode contar com outras pessoas.

Na vida adulta

– Insônia;
– Perda de libido;
– Alterações repentinas de humor;
– Amargura;
– Desânimo.

A pessoa ganha a pecha de preguiçosa, mal-humorada e até de chata, mas não reage porque realmente falta energia. “A vida de todos tem problemas e frustrações, mas o deprimido tem sérios problemas em lidar com isso. Tudo tem um peso muito grande, e ele acaba ficando sem reação”, ressalta a psicóloga.

Qualquer comportamento estranho deve ser relatado ao médico, que orientará qual é a melhor forma de tratar aquele indivíduo.

Na terceira idade

– Sensação de inutilidade;
– Tristeza com a aproximação da morte;
– Ansiedade sobre o futuro.

Amigos e familiares morrendo, saúde mais frágil e falta de um plano B para a vida após a aposentadoria, algo que deixa uma pessoa que era ativa, jogada no sofá por pura falta de atividades para ocupar o seu tempo. Todas essas situações vão deixando o idoso desanimado.

Para escapar da depressão nesta fase, é preciso encontrar atividade que preencham esse tempo livre.

Como ajudar?

Ao suspeitar que uma pessoa querida esteja com sinais de depressão, o primeiro passo é gerar um ambiente acolhedor. Faça com que ela perceba que você está ali para ouvi-la e compreendê-la. Mas não precisa ficar tentando “animar” ou dar bronca para “ver se ele acorda”. São atitudes que só aumentarão a distância entre essa pessoa e você. É preciso ouvir, mas sem criticar.

Também desmistifique o medo de que os antidepressivos geram dependência. Esta é uma tarefa do médico em conjunto com a família. Só quando o deprimido aceita de fato o tratamento, sem preconceitos, é que haverá melhora do quadro. Ninguém fica ‘viciado’ nos remédios, mas a medicação restabelece um bom funcionamento do cérebro e isso, por si só, já é um grande passo.

Se você sentir que não tem abertura para falar do assunto com quem tem depressão, procure um outro familiar, ou amigo, que tenha um canal de comunicação melhor com essa pessoa. O deprimido precisa de atenção, mas não está fazendo isso “para chamar atenção”, como muitos acreditam.

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