Últimas Notícias > Notícias > Brasil > O presidenciável Jair Bolsonaro vendia bolsas feitas de paraquedas para complementar sua renda de militar

Saiba por que a automedicação pode prejudicar a sua saúde

Uso de analgésicos pode mascarar doenças ou retardar diagnóstico. (Foto: Reprodução)

Você sabia que, ao se medicar sem a orientação de um médico ou profissional habilitado, corre grande risco de gerar consequências graves à sua saúde? Isso porque a automedicação está entre os responsáveis por complicações graves como reações alérgicas, intoxicações, dependências, aumento da resistência de micro-organismos e inibição da eficácia dos remédios, entre outras, inclusive a morte, de acordo com o Ministério da Saúde.

O uso descontrolado de analgésicos, por exemplo, pode mascarar doenças ou retardar o diagnóstico de um problema mais grave. Antibióticos utilizados sem necessidade podem tornar as bactérias resistentes. A definição da dose e frequência do medicamento também pode agravar quadros de saúde; ela deve ser feita exclusivamente pelo médico ou profissional de saúde capacitado.

Hábito brasileiro

Utilizar medicamentos por conta própria para tratar situações que podem ser consideradas simples, como uma dor de cabeça, resfriado, coriza ou até mesmo febre, tornou-se comum entre os brasileiros.

Segundo resultados da PNAUM (Pesquisa Nacional de Acesso, Utilização e promoção do uso racional de Medicamentos), publicados na 5ª edição do Boletim Científico IESS – Instituto de Estudos de Saúde Suplementar de 2017, 73,6% dos entrevistados confirmaram ter usado algum medicamento sem recomendação médica, se já tivessem usado pelo menos uma vez o mesmo produto. Entre os entrevistados, 73,8% deles confirmaram ainda o uso de remédios existentes em casa mesmo não prescritos e 35,5% utilizaram alguma medicação não prescrita, mas com histórico de uso por alguma outra pessoa.

Diagnóstico correto

A boa notícia é que este cenário preocupante pode ser modificado com a mudança de comportamento e o cuidado redobrado com a saúde. A principal recomendação é procurar um médico para a garantia de um diagnóstico correto e preciso e, se necessário, do tratamento a ser seguido.

Conceito

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), existe o URM (uso racional de medicamentos) quando “os pacientes recebem medicamentos apropriados às suas necessidades clínicas, em doses e períodos adequados às particularidades individuais, com baixo custo para eles e sua comunidade”. A definição foi proferida durante Conferência de Nairobi, Quênia, em 1985.

É considerado uso irracional de medicamentos: o uso abusivo (polimedicação); o uso inadequado de antimicrobianos, freqüentemente em doses incorretas ou para infecções não-bacterianas; uso excessivo de injetáveis nos casos em que seriam mais adequadas formas farmacêuticas orais; prescrição em desacordo com as diretrizes clínicas; automedicação inadequada, frequentemente com medicamento que requer prescrição médica.

Estatísticas

Em todo o mundo, mais de 50% de todos os medicamentos receitados são dispensáveis ou são vendidos de forma inadequada e 50% dos pacientes tomam medicamentos de forma incorreta. Além disso, cerca de 1/3 da população mundial tem carência no acesso a medicamentos essenciais.

Ações 

O Ministério da Saúde criou, em março de 2007, um Comitê Nacional para Promoção do Uso Racional de Medicamentos, uma instância colegiada, representativa de segmentos governamentais e sociais afins ao tema e com caráter deliberativo.

O Comitê tem como papel propor estratégias e mecanismos de articulação, de monitoramento e de avaliação de ações destinadas à promoção do URM. Para garantir as implementações das ações, foi criado o Plano de Ação, composto por vertentes em quatro áreas: regulação, educação, informação e pesquisa.

Deixe seu comentário: