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Saiba quais são os cinco medicamentos mais caros do mundo

Medicamento para atrofia muscular espinhal é o mais caro do mundo. (Foto: Reprodução)

A AveXis, empresa de biotecnologia da Novartis, recebeu da FDA a aprovação do Zolgensma, primeira e única terapia gênica para pacientes pediátricos com atrofia muscular espinhal (AME). Com o custo de US$ 2,1 milhões, o equivalente a R$ 8,4 milhões, é o medicamento mais caro do mundo e promete praticamente a cura com apenas uma única dose. A informação é do portal Panorama Farmacêutico.

O remédio passa a ser comercializado nos Estados Unidos, mas ainda não tem previsão de quando chegará ao Brasil. O Zolgensma custa mais do que o dobro do Luxterna, a segunda droga mais cara, cujo valor chega a US$ 850 mil. Administrado em dose única, o medicamento da Spark Therapeutics trata problemas de visão.

Terceiro colocado, o Ravicti, um líquido comercializado pela Horizon, custa US$ 793 mil por paciente ao ano. O medicamento evita o acúmulo de amônia perigosa no sangue em pacientes com desordem do ciclo da ureia. Na quarta posição está o Brineura, comercializado pela BioMarin Pharmaceutical com um custo de US$ 700 mil ao ano. É a primeira droga do mercado a reduzir os sintomas da lipofuscinose ceroidal neural tipo 2 tardia infantil (CLN2), uma forma da doença de Batten, neurodegenerativa e cujos primeiros sintomas aparecem já na infância, permitindo uma sobrevida de apenas cinco anos.

Fechando a lista, vem o Carbaglu, utilizado no tratamento de uma doença rara em que a falta de uma enzima hepática provoca hiperamonemia, uma condição de acumulação elevada de amoníaco no sangue. Administrado por via oral, custa de US$ 419 mil a US$ 790 mil por paciente por ano. O tratamento pode durar em média sete anos.

O ranking foi baseado em pesquisas do Valuewalk, Drugs.com e America’s Health Insurance Plans (AHIP). Da lista, apenas o Brineura é comercializado no Brasil, a um valor de R$ 150 mil (caixa com duas ampolas), segundo tabela PMC – Preço Máximo ao Consumidor.

Maiores inflações médicas do mundo

A inflação médica é o indicador usado no reajuste de preço dos planos de saúde. Um dado que chama a atenção é a previsão de alta do primeiro colocado: 100.000% em 2019, conforme o portal Consumidor Moderno.

Recentemente o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu que a ausência de registro da Anvisa proíbe – como regra geral – o fornecimento de medicamento por decisão judicial. Uma das exceções é quando há um diagnóstico de doença rara (hemofilia) e, mesmo nesses casos, é preciso preencher três requisitos: a existência de solicitação de registro do medicamento no Brasil; a existência de registro da medicação em renomadas agências de regulação no exterior; e a inexistência de substituto terapêutico com registro no Brasil.

A decisão pode encerrar milhares de pedidos de medicamentos importados feito à Justiça e que impactam um complexo indicador na saúde chamado inflação médica. A propósito do assunto, a Aon, empresa com foco em serviços profissionais, produziu um estudo sobre chamado Tendências Globais dos Custos de Saúde 2019. Feito em 130 países, o levantamento estimou a inflação médica ao redor do mundo.

O Brasil terá a terceira maior inflação médica para este ano, com uma previsão de 17%. No entanto, nem o País e o segundo colocado (Argentina com 25% de alta para este) chegam perto do primeiro colocado: a Venezuela com 100.000% para 2019.

“Os números para a América Latina e Caribe continuam muito altos. Em 2019, estima-se que a taxa anual geral de inflação dessa região seja de 4,7%. Os três países com as maiores variações são Venezuela, Argentina e Brasil, com 100.000%, 25% e 17%, respectivamente.”, aponta Nicolás Jiménez, Líder de Analytics da Aon na América Latina.

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