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Saiba quem é o advogado mais admirado pelos advogados do Brasil

Josie Jardim, diretora jurídica da Amazon, foi premiada a executiva mais admirada do mundo corporativo. (Foto: Divulgação)

Muito provavelmente você não sabe. E, se chutou um nome, é mais provável ainda que tenha errado. Isso porque não se trata apenas de um homem. Mas de uma mulher também. Josie Jardim, diretora jurídica da Amazon, foi premiada a executiva mais admirada do mundo corporativo em uma votação da qual participaram quase 600 diretores jurídicos, da maioria das capitais brasileiras.

As informações constam da 11ª edição de Executivos Jurídicos e Financeiros, que acaba de ser lançada pela Análise Editorial, empresa jornalística dedicada a publicações especializadas. A radiografia do setor jurídico empresarial, feita desde 2008, mostra como a mulher vem ocupando espaço nessa área, ainda bastante masculina.

“Tive treinamento testosterônico. Cresci entre cuecas no varal”, diverte-se Josie, quinta e única filha de quatro irmãos. “Minha mãe não sabia, mas ela sempre foi uma feminista. E meu pai também. Quando eu falava que queria fazer alguma coisa, ele dizia: ‘então vai lá e faz’”. Aos 17 anos, Josie cavou um intercâmbio nos Estados Unidos. De volta ao Brasil, o pragmatismo a guiou. Entre a terra natal, Sorocaba, e a capital, ficou com a cidade grande; entre o jornalismo e o direito, escolheu o segundo, porque “podia render mais dinheiro”.

Esta é a quarta vez consecutiva que Josie encabeça a lista dos executivos mais admirados por seus próprios pares. Neste ano, ela divide o pódio com Elias Marques de Medeiros Neto, diretor jurídico do Grupo Cosan. Do ranking, que traz 44 nomes, 17 são mulheres. A lista traz quatro executivas entre os 10 primeiros lugares. Na oitava colocação, aparece outra mulher poderosa, Cláudia Politanski, vice-presidente jurídica, relações institucionais e pessoas do Itaú Unibanco Holding.

As duas executivas têm perfis um tanto diferentes da maioria dos chefes de departamento jurídico das grandes empresas brasileiras. Nesses ambientes, quem comanda o time jurídico é um homem branco, de 45 anos, graduado em direito e de família com pais ou avós que tiveram formação universitária. As mulheres representam 39% dos cargos de liderança e 64% na composição das equipes. Em 2008, ano do primeiro levantamento feito pela Análise Editorial, elas eram 31% no comando.

Mas quando Josie e Cláudia começaram, no início dos anos 1990, mal se via uma mulher nesse cenário. Sem ter feito estágio e tendo tido que trabalhar para pagar a faculdade, Josie já estava conformada que seguiria a carreira no funcionalismo público quando foi chamada por uma empresa. “Eles precisavam de alguém com diploma de advogada e que falasse inglês. Era a minha chance”. De lá para cá, construiu uma carreira sólida em grandes empresas. Sofreu preconceito de gênero? “Se aconteceu, não percebi. Hoje acho que o meu jeito menino – minha mãe garante que sou assim desde os quatro anos – com cabelos curtos, sem salto alto e desbocada, me favoreceu. Nunca fui o tipo de mulher com aquele padrão feminino que deixa os homens nervosos”.

A executiva diz que seu pior defeito é a impaciência. Que adora ler, assistir ao Santos jogar e relaxar em sua casa, na Ilhabela. Ela teve o primeiro emprego com menos de 18 anos e hoje, aos 51 anos, cumpre jornadas de trabalho de até 12 horas por dia. Segundo projeções do setor jurídico, em 2020 o número de advogadas será superior ao de advogados (dá para acompanhar o placar no Quadro de Advogados da OAB, que atualiza os números diariamente), mas vantagem numérica não significa equidade de condições.

Josie aposta em uma estratégia de trabalho no micro e no macro para acelerar o processo de equidade. Em 2009, ela criou o “Jurídico de Saias”, um portal que hoje reúne mais de 1,4 mil advogadas que atuam em departamentos jurídicos de empresas, associações e entidades sem fins lucrativos. O objetivo é fortalecer o protagonismo e desenvolver novas lideranças femininas no meio jurídico brasileiro. Contratar um escritório de advocacia que tenha mulheres nos seus quadros de gestão ou mulheres associadas, é uma das táticas combinadas no grupo que parte para mais um ataque. “Agora começamos um movimento de mulheres na OAB pra garantir 50% delas na camada de gestão. Queremos mulheres no comitê sindical e no financeiro”. As informações são da plataforma Universa, do portal de notícias UOL.

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