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Saiba quem é Tarcísio de Freitas, o terceiro superministro de Bolsonaro

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, insiste na centralização de serviços da área de mobilidade e agora comprará uma briga com os governadores, que poderão perder mais receitas. (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

Integrante de um governo ainda sem avanços em temas como o combate ao desemprego ou a melhoria de indicadores na educação, o ministro Tarcísio de Freitas tem sido elogiado pelo presidente Jair Bolsonaro com uma frequência pouco vista na Esplanada dos Ministérios.

No comando da Infraestrutura, ele passou a reunir em sua pasta tudo aquilo que Bolsonaro gostaria de encontrar nas outras: entregas de promessas, resultados para festejar nas redes sociais e batidas de martelos em leilões na Bolsa de Valores. Só nos cem primeiros dias de governo, foram 23 leilões de ativos – incluindo aeroportos, terminais portuários e a Ferrovia Norte-Sul –, com previsão de gerar R$ 8 bilhões em investimentos.

Formado no Instituto Militar de Engenharia, o ministro de 43 anos é descrito como alguém bom de conversas de gabinete e em audiências públicas, mas também faz questão de meter o pé por estradas lamacentas e negociar o preço do frete com caminhoneiros.

Também ganhou pontos com o chefe ao adotar uma postura mais pragmática em relação a demandas de ambientalistas e de comunidades indígenas que eventualmente cruzam o caminho de projetos de infraestrutura.

“Fazer algo objetivo, mesmo que seja de sua própria rotina, tem feito toda a diferença em um governo tumultuado”, diz o professor Marco Antônio Teixeira, da FGV-SP. “É um ministério que faz o que se espera dele: toca os projetos.”

Os elogios do presidente têm sido retribuídos na mesma moeda. Para Tarcísio, Bolsonaro não chegou ao Planalto só porque venceu os seus opositores nas urnas. Foi mais do que isso. Católico fervoroso, o ministro diz ter convicção de que Bolsonaro foi ungido por Deus. “Ele não só foi um escolhido pela população brasileira. É um escolhido de Deus”, afirmou no seu discurso de posse.

Diferentemente do que se vê em quase toda a equipe escolhida a dedo por Bolsonaro, Tarcísio é um egresso dos ex-presidentes Dilma Rousseff e Michel Temer. Ele chegou à cúpula do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) em 2011, quando Dilma prometia fazer uma “faxina” no órgão, depois da revelação de esquemas de corrupção.

Na época, era funcionário de carreira da Controladoria-Geral da União. Tarcísio foi o número dois do general Jorge Fraxe, que ocupou o posto de diretor-geral do Dnit com a missão de resgatar a imagem do governo. Em 2014, ele sucederia Fraxe no comando do Dnit. No governo Temer, atuou na Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos.

Com a sua nomeação para comandar toda a área de Infraestrutura, Tarcísio passou a ser visto como mais um “superministro” do governo Bolsonaro, somando-se ao time de Paulo Guedes (Economia) e Sérgio Moro (Justiça).

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