Últimas Notícias > Capa – Caderno 1 > ONU diz que mais de 20 milhões de crianças não foram vacinadas no mundo inteiro

Secretário de Estado dos EUA disse que está aberto a diálogo com Pyongyang

O secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, durante seu discurso em Washington. (Foto: Reprodução)

O secretário de Estado americano Rex Tillerson disse nesta terça-feira (12) que o país está aberto para negociar com a Coreia do Norte sem impôr pré-condições ao diálogo. A declaração é uma mudança no tom da diplomacia dos Estados Unidos, que em oportunidades anteriores sempre dizia que as conversas só poderiam começar após Pyongyang desistir de seu programa de armas nucleares.

Para o secretário,”não é realista” esperar que a ditadura de Kim Jong-un simplesmente desista se sua ambição nuclear antes das conversas começarem. “Eles investiram demais nisso”, disse ele durante encontro do think tank Atlantic Council, organização com sede em Washington.

Por isso, desta vez Tillerson pediu apenas que Pyongyang interrompa os testes durante as conversas – a Coreia do Norte fez mais de 20 lançamentos de mísseis em 2017, além de um teste de uma boma de hidrogênio. A declaração do americano acontece duas semanas após a Coreia do Norte realizar seu último teste com um míssil intercontinental que, segundo a ditadura, tem capacidade para atacar qualquer parte dos Estados Unidos.

Ele disse que o presidente americano Donald Trump, que já ameaçou atacar Pyongyang com “fogo e fúria” e chamou Kim de “o homem do foguete”, apoia a nova estratégia. “Nós estamos prontos para conversar quando a Coreia do Norte quiser. Estamos prontos para ter o primeiro encontro sem pré-condições” disse o secretário.

“Vamos apenas nos encontrar e podemos conversas sobre qualquer coisa que quiserem. Podemos debater se a mesa é quadrada ou redonda, se é o que desejarem”, afirmou ele. “Mas pelo menos vamos nos sentar e nos ver cara a cara e então podemos começar a desenhar um mapa, um roteiro, do que estamos dispostos a fazer”.

Apoio 

A porta-voz da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders, não quis confirmar se Trump de fato apoia a iniciativa. “A visão do presidente sobre a Coreia do Norte não mudou”, afirmou. “A Coreia do Norte age de um modo perigoso não apenas contra o Japão, a China e a Coreia do Sul, mas contra todo o mundo. As ações da Coreia do Norte não são boas para ninguém e certamente não são boas para a Coreia do Norte”, disse ela em comunicado.

Em outubro, logo após Tillerson declarar que buscava manter uma linha de diálogo com a ditadura de Kim, Trump criticou a ideia, dizendo que era perda de tempo buscar conversar com o país. Logo após a declaração de Tillerson, a China e a Coreia do Sul mostraram apoio a ideia, enquanto o Japão se mostrou reticente com a proposta.

Baik Tae-hyun, porta-voz do Ministério da Reunificação sul-coreano disse que Seul espera que as conversas “aconteçam logo” se elas puderem contribuir com o objetivo de achar uma solução pacífica para a região.

O porta voz do Ministério de Relações Exteriores da China, Lu Kang, disse que o pedido americano por diálogo é uma proposta que pode ajudar a trazer paz na região. Daryl Kimball, diretor executivo da Arms Control Association (organização com sede em Washington que promove políticas de controle de armas), também disse que a iniciativa é bem-vinda, embora devesse ter sido feita antes.

Já o governo japonês não comentou diretamente as declarações de Tillerson, mas disse estar “100% comprometido” com a estratégia de pressionar Pyongyang por meio de sanções.

Deixe seu comentário: