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Sem base, a líder do governo no Congresso disse que para a aprovação da reforma da Previdência vale o apoio da oposição

(Foto: José Cruz/Agência Brasil)

A líder do governo no Congresso, a deputada Joice Hasselmann,  minimizou as declarações de presidentes dos partidos que, após a reunião com o presidente Jair Bolsonaro, afirmaram que não vão compor a base aliada. A parlamentar afirmou que para a aprovação da reforma da Previdência vale o apoio até da oposição e disse que o Executivo terá tempo para mais adiante angariar parceiros no legislativo com outras pautas.

“Estamos com alguns poucos meses de governo. Então temos tempo de fazer o fechamento da base com outras questões. Temos que fazer duas contas. Uma que é a votação da nova previdência. Ponto. E aí vale qualquer partido, com base ou não, e inclusive partidos de oposição”, disse a líder ao chegar no Palácio do Planalto.

Mais cedo, Bolsonaro se encontrou com os presidentes do PRB (Marcos Pereira), do PSD (Gilberto Kassab) do PSDB (Geraldo Alckmin) e do PP (Ciro Nogueira). Kassab e Alckmin disseram que as siglas vão manter posição de independência em relação ao governo, com apoio às reformas que considerarem importantes para o país.Joice disse ainda que após a rodada de conversas com presidentes das legendas, o presidente também se dedicará a receber os líderes partidários.  Segundo ela, a agenda de encontro com os presidentes das siglas acontecerão também na segunda e terça-feira da próxima semana.

“Eu e o ministro Onyx já estamos fazendo isso, mas é importante que o presidente também tenha aproximação com os líderes partidários.  Líderes e presidentes são instância diferentes, por isso vamos ouvir todos para que esse canal de comunicação seja automaticamente aberto.”

CCJ sob controle

Relator da reforma da Previdência na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara, o deputado Marcelo Freitas (PSL-MG) afirmou nesta quinta-feira que a proposta “com certeza” passará pela comissão. A CCJ analisa a admissibilidade da medida e é o primeiro passo da tramitação na Câmara. Se passar pela CCJ, o texto começará a ser analisado por uma comissão especial.

“Nós vamos passar na CCJ com certeza”, afirmou o relator ao ser perguntado se o governo tinha votos favoráveis suficientes na Comissão.

A declaração foi dada no início da tarde desta quinta, quando o deputado entrava no Palácio do Planalto para se encontrar com o ministro Onyx Lorenzoni, da Casa Civil. Segundo ele, o encontro com Onyx seria para conversar sobre articulação.

Mais cedo, Onyx participou de reuniões entre o presidente Jair Bolsonaro e presidentes de cinco partidos (PRB, PSD, PSDB, PP e DEM).

O relator foi otimista e disse que “estava tudo sob controle” em relação à articulação do governo com o Congresso. Freitas reforçou que apresentará seu relatório na CCJ na próxima terça-feira e disse que a intenção é conduzir um diálogo institucional:

“Vamos conversar sobre articulação, está tudo sob controle. Semana que vem, na terça-feira, apresento o relatório e a ideia é fazer um diálogo institucional mesmo, de aproximação”, explicou o relator.

Indagado se o relatório já estava finalizado, o deputado Marcelo Freitas afirmou que tinha conteúdo a acrescentar, a partir das discussões que ocorreram na Comissão e de reuniões com o ministro da Economia, Paulo Guedes e juristas, mas não deu detalhes. Segundo o ele, o relatório terá entre 20 a 25 páginas.

“O parecer estava bem finalizado, só que em face de alguns pontos que foram discutidos especialmente nessas duas últimas reuniões, de ontem com o ministro Paulo Guedes e a hoje com juristas, vamos acrescentar ao relatório para que a gente possa abordar todos os aspectos discutidos na comissão. Não vai ser algo tão longo, não. Na casa de 20 a 25 páginas”, concluiu.

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