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Sem entrar em detalhes, Bolsonaro disse que, se for eleito, vai tentar aprovar a sua própria reforma da Previdência

Presidenciável do PSL voltou a dizer que é "um escravo da Constituição". (Foto: Reprodução)

Após declarações divergentes de aliados próximos sobre o assunto, nesse sábado o candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, afirmou que, se for eleito, pretende aprovar já em seu primeiro ano de governo uma reforma da Previdência elaborada por sua equipe. Ele, no entanto, não deu mais detalhes sobre esse plano.

“Caso eu venha a ser presidente do Brasil, vamos votar a nossa reforma da Previdência. Tem que chegar e fazer as mudanças que devem ser feitas, mas será a nossa própria reforma”, frisou o presidenciável, reticente, sem deixar claro quais as alterações que pretende na legislação do setor.

“Se sou candidato e estou me submetendo ao povo, temos um norte. Somos escravos da Constituição Federal. Tem alguns artigos que eu discordo, então vamos apresentar emendas e, se o Congresso Nacional aprovar, tudo bem. Agora, uma nova assembléia constituinte, não”, garantiu.

O presidenciável passou a manhã desse sábado na casa do empresário Paulo Marinho, no bairro Jardim Botânico, no Rio de Janeiro. Ele também gravou uma série de programas para as suas inserções no horário eleitoral gratuito de rádio e TV.

Em conversa com jornalistas, ele fez a ressalva de que é um “escravo” da Constituição Federal brasileira, mas admitiu não gostar de alguns pontos da Carta Magna promulgada em 1988. Questionado sobre o que mudaria, ele se limitou a citar a redução da maioridade penal.

Tecla na qual vem batendo muito antes de se lançar oficialmente candidato ao Palácio do Planalto, Bolsonaro é defensor da diminuição de 18 para 17 anos nesse quesito. Esse patamar poderia, eventualmente, cair para 16 anos.

Divergências internas

Ao longo da semana passada, a ideia de uma nova reforma da Previdência havia suscitado opiniões distintas dadas por dois de seus apoiadores mais próximos e possíveis integrantes do primeiro escalão em um eventual governo.

O deputado federal reeleito Onyx Lorenzoni (DEM-RS) havia descartado a hipótese de apoiar a aprovação das mudanças propostas pelo governo de Michel Temer ainda neste ano, possibilidade que no entanto foi admitida por Gustavo Bebbiano, presidente do PSL e um dos chefes de campanha de Bolsonaro.

Enquanto Lorenzoni é cotado para comandar a Casa Civil de um eventual governo Bolsonaro, Bebbiano é especulado para pastas como o Ministério da Justiça ou a Secretaria-Geral da Presidência.

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