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Sem reforma da Previdência robusta o Brasil quebra, disse Bolsonaro em rede social

O presidente fez uma transmissão ao vivo em rede social do filho Eduardo Bolsonaro, deputado do PSL. (Foto: Alan Santos/PR)

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira (18) que o Brasil quebrará se não for aprovada uma reforma da Previdência robusta e, ao mesmo tempo que voltou a reconhecer que o Congresso Nacional tem prerrogativa de alterar a proposta encaminhada pelo governo, disse torcer para que o texto não sofra ajustes.

“Se o Brasil não fizer uma reforma da Previdência de forma robusta, nós quebraremos”, disse o presidente em uma transmissão ao vivo em rede social do filho Eduardo Bolsonaro, deputado do PSL, que o acompanha em visita oficial aos Estados Unidos.

“A gente sabe que a reforma da Previdência é dura. Gostaria de não fazer, mas se não fizer, daqui dois, três anos quebra o Brasil e ninguém recebe nada. Logicamente o Congresso tem autoridade, tem liberdade para fazer alguns ajustes. A gente torce para que não haja nenhum ajuste, mas o Congresso tem esse poder de fazer algum reajuste lá”, acrescentou Bolsonaro na transmissão feita na Blair House, onde está hospedado na capital norte-americana.

Na transmissão, Bolsonaro também garantiu que a proposta de reforma da Previdência dos militares, que irá por projeto de lei pois não necessita de mudança na Constituição, seguirá para a Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (20). O presidente procurou tranquilizar as Forças Armadas afirmando que o texto que será encaminhado será justo.

“Pode ter certeza, essa proposta vai ser justa”, disse Bolsonaro, que nesta terça (19) se reunirá na Casa Branca com o presidente dos EUA, Donald Trump. “Tenham certeza que haverá sensibilidade por parte do Ministério da Defesa para corrigir possíveis equívocos, que podem acontecer, somos seres humanos”, acrescentou.

Pesquisa

Pesquisa telefônica do Ipespe (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas) realizada por encomenda da corretora XP Investimentos detectou aumento da desaprovação ao governo de Jair Bolsonaro entre fevereiro e março, além de oscilação negativa na taxa de aprovação.

A parcela da população que considera o governo ruim ou péssimo subiu de 17% para 24%, enquanto a que avalia a gestão como boa ou ótima passou de 40% para 37% – nesse caso, variação dentro da margem de erro da pesquisa, de três pontos porcentuais.

A parcela que considera o governo Bolsonaro regular é de 32% – mesmo resultado do levantamento anterior. O saldo – diferença entre a avaliação positiva e a negativa – caiu de 23 para 13 pontos porcentuais.

O Ipespe fez mil entrevistas por telefone, em todo o País, entre os dias 11 e 13 de março.

Mandato

A pesquisa também mostra deterioração nas expectativas em relação ao restante do mandato do presidente. Desde janeiro, quando ele assumiu o Palácio do Planalto, a taxa dos que esperam que o governo chegue ao final como ótimo ou bom passou de 63% (em janeiro) para 60% (em fevereiro), e agora chegou a 54%.

Já a expectativa de ruim e péssimo, que era de 15% em janeiro, se manteve neste patamar no mês passado e subiu para 20% em março. A de regular era de 19% em janeiro, 20% em fevereiro e 19 neste mês.

Houve ainda aumento na percepção de que o noticiário é desfavorável a Bolsonaro – de 24% para 43% entre fevereiro e março. Para 59%, foi inadequado o presidente ter publicado um vídeo em uma rede social com imagens obscenas de um bloco de carnaval. Quase três em cada quatro entrevistados tomaram conhecimento da publicação feita no Twitter.

Os entrevistados foram convidados a avaliar também o Congresso Nacional. Para 37%, o desempenho do conjunto dos deputados e senadores é ruim ou péssimo. Outros 18% o veem como bom ou ótimo. Os porcentuais são similares aos registrados na pesquisa anterior do mesmo instituto.

Sobre a reforma da Previdência apresentada pelo governo, dois em cada três entrevistados consideraram que ela é necessária, enquanto 31% disseram discordar desta tese.

A maioria absoluta (51%) dos entrevistados no levantamento concordou integralmente ou em parte com a afirmação de que é necessário definir uma idade mínima para as aposentadorias. Outros 46% discordaram totalmente ou em parte.

 

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