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Futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro anunciou nomes para comandar a Polícia Rodoviária Federal e a Defesa do Consumidor

Durante anuncio, Moro não quis responder a perguntas dos jornalistas sobre o relatório do Coaf. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O futuro ministro da Justiça, Sergio Moro, anunciou nesta sexta-feira (7) mais duas nomeações em sua equipe. O novo diretor da PRF (Polícia Rodoviária Federal) será Adriano Marcos Furtado, que está atualmente no Paraná.

Segundo Moro, o policial de carreira tem uma gestão muito elogiada à frente da PRF no Paraná e nas parcerias com a Polícia Federal. “É uma pessoa absolutamente habilitada, técnica, em condições de fazer continuar a integração das atividades da segurança pública”, disse o futuro ministro.

Para a secretaria de Defesa do Consumidor, será o advogado Luciano Timm, do Rio Grande do Sul. “É uma pessoa que tem qualidade acadêmica indubitável nessa área, mestrado nessa área, vários cursos no exterior na área jurídica, aprofundamento em Direito e Economia, um advogado bem-sucedido”, disse, sobre o currículo do novo secretário.

“A PRF tem sido importante para a segurança pública do País, como na greve dos caminhoneiros. A área do consumidor eu não transito tão bem, mas ouvi muitas opiniões e fiz a escolha”, disse o ex-juiz federal, em entrevista no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), onde o gabinete de transição está montado. Segundo Moro, no setor do consumidor, a ideia é atuar de forma preventiva. “Diminuindo os conflitos individuais, isso representa um ganho não só para consumidores e fornecedores, mas igualmente os custos de resoluções desses conflitos diminuem”, disse.

O chefe da perícia da Polícia Federal na operação Lava-Jato em Curitiba (PR), Fabio Salvador, vai ser diretor técnico-científico da Polícia Federal na gestão do novo diretor-geral Maurício Valeixo.

Na próxima semana, Sérgio Moro deve anunciar os nomes dos últimos secretário e diretores de departamento do novo ministério, incluindo o secretário Nacional de Justiça. O anúncio dos novos indicados para o ministério foi feito em entrevista no escritório da equipe de transição, em Brasília.

Silêncio sobre relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras)

Sérgio Moro não quis responder a perguntas dos jornalistas sobre o relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) que apontou movimentações financeiras atípicas de um ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PSL), filho do presidente eleito Jair Bolsonaro e senador eleito pelo Rio de Janeiro.

O Coaf, hoje ligado ao Ministério da Fazenda, deverá ficar subordinado a Moro na pasta da Justiça. A mudança é uma das inovações propostas pelo futuro ministro com a intenção de aprimorar o combate à corrupção.

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