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Sérgio Moro autoriza envio da Força Nacional para Moçambique

A equipe deve atuar no local por 30 dias, com possibilidade de prorrogação. (Foto: Federação Internacional da Cruz Vermelha)
Por RedeTV!

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, autorizou que a Força Nacional de Segurança vá a Moçambique para prestar assistência após o ciclone Idai ter devastado parte do país africano. A decisão foi publicada na edicação desta sexta-feira (29) do Diário Oficial da União (DOU).

Ao menos 20 integrantes da Força Nacional serão deslocados para Beira, capital de Moçambique, ainda nesta sexta-feira (29), com veículos e equipamentos. A equipe deve atuar no local por 30 dias, com possibilidade de prorrogação.

Além da Força Nacional, uma equipe de 20 bombeiros que atuaram nos trabalhos de buscas na tragédia de Brumadinho, em Minas Gerais, também vão ao país africano nesta sexta-feira (29) em ajuda humanitária.

O Ministério da Saúde enviou medicamentos para oa tendimento de até 9.000 pessoas por um mês.

Pacote de medidas

Um pacote de medidas será implementado em Moçambique para reduzir os impactos sociais, materiais e econômicos decorrentes da passagem do Ciclone Idai. A tempestadde deixou 468 mortos e mais de 1,5 mil feridos no país.

Entre as ações estão redução de taxas em eletricidade e transportes e assistência médica gratuita, além de uma campanha de vacinação contra o cólera – que já regista mais de 130 casos na cidade da Beira. As medidas serão implantadas até o fim do ano.

“Conscientes dos danos humanos, materiais e financeiros causados por este desastre natural, o meu governo, no quadro da lei de calamidades naturais, aprovou um pacote de medidas iniciais que irão mitigar impactos nos setores sociais e econômicos nas áreas afetadas”, disse, nessa quinta-feira (28), o presidente de Moçambique, Filipe Nyusi.

Em relação à eletricidade, o valor da fatura da indústria e comércio será reduzido para a metade. Nos transportes ferroviários, o governo moçambicano também vai reduzir em 50% as tarifas para os passageiros nas linhas de Sena e Machipanda, que atravessam a região centro, bem como no transporte de materiais de construção.

Para os alunos afetados, o governo decidiu redistribuir livros e cadernos escolares. E os agricultores vão beneficiar de uma distribuição gratuita de mil toneladas de sementes, além de 100 mil utensílios agrícolas.

Ajuda internacional

Com o término das operações de salvamento, a fase que se segue é a de assistência humanitária às famílias afetadas, com destaque para a prestação de cuidados de saúde, alimentação, abrigo e saneamento.

De acordo com Filipe Nyusi, as instituições nacionais e internacionais vão trabalhar “para otimizar os recursos disponíveis de forma transparente para que cheguem aos que realmente necessitam”. O chefe de Estado também afirmou que o governo moçambicano vai trabalhar com uma agência internacional para a gestão dos recursos destinados às vítimas do ciclone.

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