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Sérgio Moro está preocupado com sua superexposição e desdobramentos da divulgação de suas mensagens

Moro tem receio do que vai encontrar pela frente porque a base governista está desarticulada e a oposição ganhou fôlego nos últimos dias. (Foto: EBC)

O ministro da Justiça e Segurança, Sérgio Moro, decidiu comparecer ao Congresso Nacional nesta quarta-feira (12) para dar explicações sobre supostas irregularidades na condução da Operação Lava-Jato. No entanto, ele está preocupado com a superexposição e os desdobramentos do caso.

Moro tem receio do que vai encontrar pela frente porque a base governista está desarticulada e a oposição ganhou fôlego nos últimos dias. Para o ministro e auxiliares diretos, a falta de um apoio consistente dos aliados na Câmara e no Senado deixa o cenário ainda mais obscuro e imprevisível.

Nos bastidores e ao público, o ministro repete que não cometeu nenhuma ilegalidade. Para ele, as conversas que teve com o procurador Deltan Dallagnol , da força-tarefa de Curitiba, são naturais entre juízes e investigadores. No entanto, ele sabe que o caso será longamente explorado pelos adversários políticos. “Ele está, sim, muito preocupado. Não tem como não estar preocupado. Não se sabe o que virá pela frente. Não há como prever o que vai acontecer”, resumiu um fonte próxima ao ministro.

A líder do governo no Congresso, deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP), disse que o ministro da Justiça iria hoje à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado falar sobre a troca de mensagens com o procurador da República Deltan Dallagnol divulgadas pelo site The Intercept . Moro também negocia ir à CCJ da Câmara, segundo a deputada.

“O Moro deve vir na CCJ do Senado. Também vamos construir para que ele esteja aqui na CCJ da Câmara, converse com parlamentares, tire qualquer dúvida, fale com as pessoas, abra esse entendimento, esse diálogo”, disse a deputada.

Supremo

Em meio ao desgaste da operação Lava-Jato, cresce a pressão de uma ala do STF (Supremo Tribunal Federal) para que a corte se posicione sobre as mensagens que o então juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol trocavam na força-tarefa da Lava-Jato.

Segundo série de reportagens do site The Intercept Brasil, o hoje ministro da Justiça de Jair Bolsonaro (PSL) e o chefe da força-tarefa da Lava-Jato discutiam colaborações de processos em andamento e comentavam pedidos feitos à Justiça pelo Ministério Público Federal.

Para advogados e professores, a maneira como o atual ministro da Justiça e o procurador reagiram à divulgação das conversas, sem contestar o teor das afirmações e defendendo o comportamento adotado na época, aponta que o conteúdo é fidedigno e que ele pode servir de base para reverter decisões da Lava-Jato, por exemplo, contra o ex-presidente Lula.

Segundo a legislação, é papel do juiz se manter imparcial diante da acusação e da defesa. Juízes que estão de alguma forma comprometidos com uma das partes devem se considerar suspeitos e, portanto, impedidos de julgar a ação. Quando isso acontece, o caso é enviado para outro magistrado.

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