Últimas Notícias > Notícias > Brasil > Comissão da Câmara aprova cláusula de barreira para partidos e fim das coligações

Soluções difíceis

O ministro Henrique Meirelles. (Foto: Reprodução)

Desde o começo do ano, sabia-se que as despesas do governo federal iriam superar as receitas em 139 bilhões de reais. Com a demora na retomada do crescimento e a arrecadação abaixo da esperada, o déficit vai aumentar. Pedir que a população pague mais impostos é um absurdo, sobretudo pelo retorno insatisfatório em serviços.  Há duas alternativas: convocar os mais famosos mágicos do mundo ou esperar que os governantes tenham a coragem de acomodar alguns elefantes numa Kombi.

Estão com pressa

A Câmara dos Deputados cancelou as votações de ontem para permitir a discussão da reforma política pela comissão especial que analisa o tema. Se for proposto novo sistema eleitoral precisará do apoio no plenário de 308 dos 513 deputados por se tratar de alteração na Constituição. A opinião pública precisa acompanhar de perto para que os parlamentares não sejam advogados em causa própria.

Com atraso

Na agenda para hoje do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, consta a assinatura da primeira etapa do processo de adesão do Rio de Janeiro ao Regime de Recuperação Fiscal. No Rio Grande do Sul, falta chegar à Assembleia Legislativa projeto do Executivo que estabeleça as regras da renegociação com o governo federal.

Dados entristecedores

O placar eletrônico Jurômetro chega hoje aos 250 bilhões de reais. É quanto o governo federal paga desde 1º de janeiro deste ano para rolar sua dívida. O valor saiu do bolso de cada um nós na forma de impostos. De 2009 até 2016, o total de juros atingiu 3 trilhões e 200 bilhões de reais. Equivale a quase cinco vezes o subsídio ao setor produtivo.

Para completar: juros, rolagem e amortizações da dívida levarão quase metade do orçamento da União, que este ano será de 3 trilhões e 500 bilhões.

Caminho da coexistência

Amanhã, serão assinalados os 190 anos da promulgação da lei que criou os cursos de Direito em São Paulo e Olinda, os primeiros do País. A publicação do ato a 11 de agosto de 1827 foi um passo adiante na coexistência social em obediência a determinados valores comuns. Os acontecimentos recentes no país são desanimadores, revelando o acúmulo de falhas e omissões. O Direito, porém, segue sendo o melhor instrumento para barrar a inoperância, a intolerância e o colapso.

Triste constatação

Observadores da política e da história, que conversavam ontem no café de um shopping, só concordaram quando um disse: “Não há vinho que mais embriague do que o poder e a fortuna”. Prosseguiu: “O poder corrompe e faz corromper, altera personalidades, despertando instintos grosseiros, autoritários e desonestos.”

Amador e trapalhão

Com alianças efêmeras, conspirações, acusações mútuas e eliminações sumárias de assessores, a administração de Donald Trump se transforma num reality show da política norte-americana, para o delírio dos democratas.

Primeiro round

No ringue da campanha presidencial, Ciro Gomes dá o primeiro soco: “Jair Bolsonaro é despreparado para governar o Brasil.” O atingido vai hoje para cima do adversário.

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