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Status “negativo” da Victoria Secrets afasta investidores. Entenda!

(Foto: Reprodução Internet/ Instagram Victoria's Secrets)
Por Gabriella Rocha*

Queda das vendas da Victoria’s Secrets revelam as mudanças no comportamento da população: as mulheres não querem mais seguir um padrão único de beleza. No caso, é justamente isso que a marca propõe: uma beleza única; magra, alta e completamente diferente da realidade da maior parte das mulheres.

Ainda em 2018, especialistas financeiros informaram a respeito de uma possível falência da marca, devido a falta de representatividade nos perfis das modelos e por insistir em um marketing que continua a sexualizar a mulher. Alguns números que assustam os investidores estão relacionados às lojas que tiveram as portas fechadas. Apenas no último ano, mais de 50 lojas foram fechadas na América do Norte. Neste ano, o Moody’s Investor Service, agência de classificação de riscos para investidores, apontou a marca como uma má opção de investimento. No ano anterior, o status da Victoria’s Secrets era de “estável”. Agora, este é de “negativo”. A razão? A mudança no perfil dos consumidores.
Além disso, o Victoria’s Secret Fashion Show, festival onde as principais modelos da marca desfilam com as lingeries, vem perdendo significativamente a audiência nos últimos três anos. O lucro da empresa também reduziu nos últimos anos, atingindo a menor faixa de preço já registrada em 2018, entre US$ 2,70 e US$3,00 por ação.
Movimentos deste porte também afetaram grandes marcas brasileiras, como a Skol. Em 2017 a cervejaria mudou completamente a comunicação audiovisual, após receber críticas relacionadas à sexualização e por manter o estereotipo das mulheres nos antigos comerciais. Desde então, a Skol investe em propagandas inclusivas, que foram bem recebidas pelo público e auxiliaram a marca a continuar no mercado.
Já a linha de lingerie mais famosa do mundo optou por manter o posicionamento, mas parece que não está funcionando! Se, mesmo a linha de brinquedos da Barbie passou por alterações no perfil das bonecas, porquê não trazer rostos e corpos reais para as passarelas e campanhas publicitárias da Victoria’s Secrets?
Na verdade, elas até tentaram. Em 2017, a modelo Gigi Hadid entrou no catálogo da marca, classificada como “plus size”. O problema? Gigi pesava, na época, 51kg, e usava manequim 34, mas, o plus size, categoria em que ela foi enquadrada, começa no tamanho 44. Neste ano, a modelo Barbara Palvin viveu o mesmo que Gigi. A marca a categorizou como “plus size”, sendo que Barbara pesa 55kg e veste manequim 36.

*Estagiária sob supervisão de Marjana Vargas

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