Últimas Notícias > Notícias > Brasil > Lula diz que não sabe do que é acusado, volta a falar em farsa e a audiência do sítio fica tensa

Suspeito afirma que empresário disse que mataria o jogador Daniel após ver algo em um telefone celular

Daniel jogou pelo Coritiba em 2017. (Foto: Divulgação/Coritiba)

Um dos suspeitos de envolvimento na morte de Daniel Freitas afirmou, em depoimento à polícia, que Edison Brittes Júnior disse que mataria o jogador após ver algo em um telefone celular. Isso ocorreu no momento em que eles estavam no carro, com Daniel dentro do porta-malas. David Willian da Silva, de 18 anos, foi interrogado na tarde de sexta-feira (9) e afirmou que Edison Brittes ficou descontrolado, mas que não sabe o que ele viu no celular.

“Tudo estava tranquilo dentro do carro, na intenção de deixar Daniel no meio da rua, para passar vergonha, e que Edison trazia consigo um celular, que não sabe se era dele ou não, e que Edson estava normal e que, ao ver algo no aparelho celular, ficou descontrolado e disse que mataria Daniel”, diz um trecho do termo de interrogatório.

O jogador de futebol Daniel Freitas, de 24 anos, foi encontrado morto em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, em 27 de outubro. David e Ygor King, de 19 anos – outro suspeito de envolvimento no crime e que também foi ouvido na sexta – disseram que não desceram do carro quando Daniel foi retirado do porta-malas.

Ainda segundo o depoimento de David, depois que Edison Brittes disse que mataria Daniel, todos entraram em pânico e afirmaram que ele já tinha recebido o que merecia. Depois de parar o carro, David relatou que Edison Brittes desceu do carro e pediu para ninguém mas descer, mas Eduardo Henrique da Silva, de 19 anos, saiu do carro.

Em seguida, Edison abriu o porta-malas do carro e retirou Daniel, que não disse nada, ainda segundo David, que contou que chorava muito dentro do carro, assim como Ygor.

“Edison retorna ao carro com uma faca na mão, todo sujo de sangue, e que a faca era de cozinha, não de serra, com um tamanho semelhante ao comprimento de uma folha de papel (A4). Que Eduardo apresentava pequenos respingos de sangue na calça, mas, Edison, bem sujo, com as mãos todas ensanguentadas”, diz outro trecho do interrogatório.

David informou que, depois de pararem para comprar roupas novas para Edison Brittes, passaram em um posto onde ele comprou duas garrafas de água. No caminho da casa da família Brittes, pararam ainda perto de um rio, onde Edison Brittes jogou a faca e as roupas sujas de sangue e lavou as mãos com uma das garrafas de água. No depoimento, David admitiu que agrediu Daniel, mas que não teve participação na morte. “Estava no lugar errado, na hora errada, e com as pessoas erradas”, afirmou à polícia.

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