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Suspeito de estuprar blogueira em beach club depõe à Polícia Civil cinco meses após denúncia

Nas câmeras, o suspeito aparece subindo com Mariana ao "matadouro". (Foto: Reprodução)
*Matéria em atualização

O suspeito de estuprar a blogueira Mariana Ferrer em uma festa no beach club Cafe de La Musique compareceu, espontaneamente, à Polícia Civil de Florianópolis, nesta quinta-feira (23). O homem reside em São Paulo e viajou  até a capital catarinense, para se apresentar judicialmente.

Ele aparece em dois vídeos das câmeras de segurança do estabelecimento. Inicialmente, às 22h25, o suspeito aparece subindo as escadas segurando a mão de Mariana, até o “matadouro”, termo que a jovem de 22 anos utiliza para definir o espaço nas denúncias no Instagram. Menos de seis minutos depois, ela desce às pressas, se segurando e escorando na parede e, alguns segundos após, desce ele.

(Foto: Reprodução)

A defesa do acusado afirmou que não seria possível realizar o ato sexual neste tempo em que os dois teriam ficado a sós no local. Em oposição, a vítima publicou mais um texto na rede social onde disse estar “claramente dopada” e  mencionou que ele sobe “arrumado” e desce “limpando a boca e com a camisa para fora da bermuda”.

Mariana também questionou a conduta do médico legista, relembrando que ele viu o estado que ela chegou no Instituto Médico Legal: “cheguei com minha mãe para fazer corpo de delito ainda tremendo, mole e desorientada”, e que, no resultado do laudo pericial, consta que não houve violência no ato carnal, apesar de os exames terem comprovado que houve ruptura himenal recente.

Laudo pericial. (Foto: Reprodução Instagram)

Em um novo documento, publicado por ela nesta quinta-feira (23), consta que não fora detectado componentes suficientes de álcool ou de drogas no organismo da instagrammer. No texto acima, Mariana, conta que o médico legista afirmou que ela ainda estava “sob efeito da droga”. Já na descrição dos novos laudos, ela questionou: “Cadê toda a bebida que todos alegam em depoimento que eu bebi, que eu estava bêbada?!”. No mesmo texto, quando ela cita o resultado da coleta do material vaginal, calcinha e body que utilizava no dia, questiona: “Como o laudo dá ‘nada consta’ se tem esperma na calcinha e não tem no macaquinho (body)? Sendo que em nenhum momento as peças foram separadas?”.

Em resposta às afirmações de que ela teria sido vista, após o crime, com o vestido limpo em um outro estabelecimento, a instagrammer indaga: “Quem diz que eu estava bem e limpa levantou meu vestido além do estuprador? O “macaquinho, body” que eu estava usando era um tecido grosso para não deixar o vestido de renda transparente”.

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