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“Tá na Mesa”, da Federasul, reforça a importância do cooperativismo nos cenários local e nacional

Vergílio Périus (C) é o presidente do Sistema Ocergs/Sescoop-RS. (Foto: Divulgação/Itamar Aguiar/Federasul)

Vergílio Perius, presidente do Sistema OCERGS/SESCOOP- RS compara o cooperativismo a uma grande árvore, com raízes simbolizando seus princípios e valores. Já, o tronco, representa a gestão. Os frutos que caem, permanecem na comunidade. Segundo ele, “se o Governo quiser fazer um Brasil melhor, precisa olhar mais para as cooperativas”, e para sua capacidade de resiliência, uma característica do sistema cooperativista mundial.

Somente no RS, operam 420 cooperativas e, no mínimo, como aponta Perius, 600 fizeram algum investimento no ano passado, realocados às suas localidades e aos seus associados. Outro item de peso no sistema cooperativista é a formação de pessoas, com foco no aprimoramento de processos de gestão, impulsionando este cenário que, na visão de Vergílio Perius, é regido pela confiança, “considerada o grande armazém da cooperativa”, como salienta o dirigente, que palestrou na reunião-almoço da Federasul desta quarta-feira, no Tá na Mesa.

Ao lado do presidente nacional do Sistema CNCOOP-SESCOOP, Márcio Lopes de Freitas, ambos apontaram durante o encontro dados sobre o setor, respectivamente no RS e no País. Por exemplo, em 2016, as cooperativas gaúchas apresentaram crescimento de 14,22% em relação ao ano anterior e registraram faturamento de 41,2 bilhões de reais, principalmente no rastro dos segmentos agropecuário, crédito, saúde e infraestrutura, que concentram 77% das cooperativas do RS.

Entidades prestigiaram o evento.
(Foto: Divulgação/Itamar Aguiar/Federasul)

No ramo agropecuário, o faturamento em 2016 foi de 25,4 bilhões de reais, com investimentos de 2,5 bilhões de reais nos últimos 4 anos nas cadeias de soja, milho, leite, arroz e trigo. Já no crédito, o faturamento do foi de 8 bilhões de reais no ano passado. O segmento apresentou crescimento de 112,8% nos depósitos a prazo entre 2012 e 2016, o que reforça o sentimento de confiança dos associados ao sistema cooperativista, ampliando a credibilidade do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo. Quanto ao ramo da saúde, as cooperativas gaúchas registram em 2016 cerca de 5,9 bilhões de reais em faturamento, com um crescimento de 9,88% sobre 2015. No setor de infraestrutura, as cooperativas responderam por um faturamento de 1 bilhão de reais no exercício anterior. Segundo Márcio Lopes de Freitas, um ramo importante é o da energia, com muito potencial para crescer e “fundamental para um país como o Brasil”.

Outro exemplo de sucesso, segundo Vergílio Perius, vem da vitivinícola, representada no cooperativismo hoje por 7 mil famílias, produzindo suco de uva. “Foi o caminho encontrado para a produtividade e rentabilidade, com uma produção de 2 milhões de litros/dia, incrementado muito pela merenda escolar”. Perius justifica que hoje são 47 milhões de jovens que usufruem da merenda escolar e o suco de uva é expressivo neste contexto, além do leite.

Em âmbito nacional, Márcio Lopes de Freitas mencionou “que as cooperativas vivem um bom momento, pela confiança e pela resiliência”, com a humanidade buscando ferramentas para uma participação mais intensa nas suas decisões, com o modelo do cooperativismo contribuindo para isto.