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Técnica do Santos desabafa sobre descaso da CBF com futebol feminino

Ex-técnica da Seleção Brasileira, Emily, criticou a postura da CBF com o futebol feminino. (Foto: Divulgação/Santos FC)

A Copa do Mundo da França acabou, mas o descaso com o futebol feminino continua. Na madrugada da última terça-feira (16), Emily Lima, a técnica da equipe feminina de futebol do Santos, publicou em uma rede social uma sequência de vídeos denunciando o descaso da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e da empresa Palace, responsável pelo planejamento das logísticas, com competições femininas.

Na situação em questão, as Sereias da Vila, como são conhecidas as atletas do clube, foram obrigadas a dormir no saguão de um hotel em Manaus nas vésperas da disputa de uma partida pelo Brasileirão A1. “Essa é a organização do nosso futebol para mulheres no Brasil. Saímos de Santos às 3h (…) nós chegamos no hotel e não tem vagas pra gente. Nós vamos dormir aqui hoje, na recepção (…) Esse é o respeito que as pessoas têm com o futebol feminino no Brasil (…) Eu ainda tenho que tomar cuidado com o que falo, que a Emily é isso, é aquilo, mas essa é a realidade do futebol brasileiro para as mulheres (…) Por que será que os EUA está tão longe de nós? Fica aí meu recado”, desabafou Emily.

A técnica explicou que adiantaram o voo de São Paulo a Manaus para a última segunda (15), porém, todas as reservas do hotel já estavam esgotadas. Por meio de uma nota oficial, o Santos se posicionou sobre o ocorrido.

“O Santos FC esclarece que a equipe de futebol feminina do Santos FC enfrentou transtornos em relação à logística na viagem para Manaus que fica sob responsabilidade de uma empresa contratada diretamente pela CBF. Após desembarque no aeroporto na madrugada desta terça, o grupo se deslocou ao hotel e se deparou com erros na data da reserva, obrigando o grupo a se hospedar em outro estabelecimento. O Santos FC lamenta o ocorrido e exige que esse tipo de problema não mais prejudique o desempenho físico e emocional das atletas nas competições.”

No entanto, uma gerente de outra rede de hotéis se sensibilizou com a história e encontrou quartos disponíveis para a equipe. “A gente precisa se unir, a gente precisa falar (…) Nós precisamos falar o que acontece, o que nós passamos”, finalizou Emily, incentivando as equipes a denunciarem situações de desrespeito na modalidade feminina.

Através de um comunicado oficial emitido pela Confederação Brasileira de Futebol, a entidade lamentou o episódio e afirmou que tomará as devidas providências para que situações como as passadas pelo Santos não voltem a acontecer.

“A delegação do Santos desembarcou em Manaus às 23h10 desta segunda-feira (15) para o jogo contra o Iranduba pelo Brasileiro Feminino A-1, marcado para 20h desta quarta (17), na Arena da Amazônia. Assim que chegou ao hotel designado (0h05 de terça), foi informada que o check-in só poderia ser feito no início da manhã. Um agente de viagens local, parceiro da CBF, resolveu o problema e conseguiu outro hotel, para onde a equipe seguiu 50 minutos depois (0h55). A confederação lamenta o episódio e está cuidando para que não seja repetido.

A CBF esclarece ainda que os 25 integrantes da delegação do Santos, que, seguindo o regulamento, têm as passagens pagas pela entidade, viajaram no mesmo voo para Manaus. O Santos emitiu passagens extras, pagas pelo clube, para pessoas que embarcaram em outro avião. A organização do campeonato busca sempre as melhores condições para a viagem das equipes. Eventuais conexões e esperas em aeroportos devem-se às possibilidades da malha aérea do país”.

Nesta quarta-feira (17), o Santos enfrenta o Iranduba na Arena da Amazônia, em duelo válido pela 12ª rodada do Brasileiro Feminino A-1, e busca a liderança do campeonato.

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