Últimas Notícias > CAD1 > O presidente do Grêmio foi até a sede da Conmebol para protestar contra a arbitragem da decisão da Copa Libertadores

Michel Temer e Aécio agiam juntos para impedir o avanço da Operação Lava-Jato, diz o procurador-geral da República

Senador tucano teria planejado obstrução às investigações da força-tarefa. (Foto: Reprodução)

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que o presidente Michel Temer e o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) agiram “em articulação” para impedir o avanço da Operação Lava-Jato. A afirmação consta da decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luiz Edson Fachin – relator dos processos da força-tarefa na Corte – que determinou a abertura de inquérito para investigar Temer, Aécio e o deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), no âmbito da delação premiada de executivos do grupo frigorífico JBS/Friboi.

“Além disso, verifica-se que Aécio Neves, em articulação, dentre outros, com o presidente Michel Temer, tem buscado impedir que as investigações da Lava Jato avancem, seja por meio de medidas legislativas, seja por meio de controle de indicação de delegados de polícia que conduzirão os inquéritos”, frisou Janot. “Desta forma, vislumbra-se também a possível prática do crime de obstrução à Justiça”, completa o procurador-geral da República.

No pedido para investigar Temer e Aécio, a procuradoria afirma que o senador teria “organizado uma forma de impedir que as investigações da Lava-Jato avançassem por meio da indicação de delegados que conduziriam os inquéritos, direcionando as distribuições.”

Denúncias

Na quarta-feira, o jornal O Globo divulgou que um dos  donos do JBS, Joesley Batista, havia gravado uma conversa com Temer, na qual o presidente dava o seu aval à “compra do silêncio” do ex-deputado Eduardo Cunha, preso em Curitiba (PR) pela Lava-Jato.

Joesley e outros executivos da JBS fecharam acordo de delação premiada, homologado na quinta-feiura por Fachin. Também na quinta, o ministro-relator liberou o áudio da conversa entre Temer e Joesley.

Deixe seu comentário: