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Um temporal no Rio de Janeiro matou pelo menos quatro pessoas, inundou hospital, interrompeu trens e deu nó no trânsito

Cidade ficou mais de 5 horas em estágio de crise. (Foto: Reprodução)

Três pessoas morreram em um deslizamento de terra em Quintino, na Zona Norte do Rio de Janeiro, após o temporal que atingiu a cidade na madrugada desta quinta-feira (15). A chuva causou interdições, alagamentos e derrubou um trecho da ciclovia Tim Maia. A prefeitura recomenda à população que evite circular na cidade pela manhã.

Foram cinco horas em estágio de crise devido à chuva forte, acompanhada de vento e raios. Às 5h30min, a cidade retornou ao estado de atenção mas há vias interditadas e serviços suspensos, como os trens e o BRT.

As vítimas do deslizamento de terra são Marcos Garcia, de 59 anos, e Judina Magalhães, de 62. Eles estavam em uma casa que foi invadida pela terra. Quem não pode ficar em casa vem encontrando problemas nos transportes públicos e nas principais vias. A circulação do ramal Santa Cruz da Supervia está suspensa. O BRT tem serviço irregular. Já o Metrô, segundo a concessionária, funciona normalmente, assim como os aeroportos Santos Dumont e Tom Jobim.

Um policial militar foi a terceira vítima. Segundo o Corpo de Bombeiros, o policial militar Nilsimar Santos, de 48 anos, dirigia seu carro pela Rua Recife, em Realengo, na Zona Oeste, quando foi atingindo por uma árvore que desabou sobre o veículo.

De acordo com o Alerta Rio, não há mais previsão de temporal para esta quinta-feira. Mas chuvas de moderada a forte podem voltar a ocorrer. Na Barra da Tijuca, em apenas uma hora, a estação do Alerta Rio registrou 119% do esperado para todo o mês de fevereiro — entre 23h45min e 0h45min, foram 123,2mm. Em uma casa de shows do bairro, que tinha Thiaguinho como uma das atrações, o toldo da festa chegou a cair.

Alguns locais da Barra ainda estão sem luz. O Hospital Lourenço Jorge também chegou a ficar sem energia elétrica e a unidade ficou alagada. Em Jacarepaguá, das 17h de quarta-feira (14) às 2h de quinta-feira, choveu quase 150% da média de chuva esperada para todo o mês de fevereiro.

A tempestade ocorreu desde o início da madrugada, principalmente na Zona Oeste da cidade. Em Guaratiba, Jacarepaguá e na Cidade de Deus, o registro foi de chuva forte. Há relatos de ruas inundadas no Engenho Novo, Encantado e Maracanã, onde um carro chegou a ser arrastado.

O estágio de crise é o pior de três estágios, com previsão de chuva forte a muito forte. Quando a cidade entra nessa situação, equipes emergenciais da Prefeitura atuam contra transtornos generalizados, alagamentos e deslizamentos. O estágio de atenção é o segundo estágio, com previsão de chuva moderada a muito forte.

“Os dois principais tipos de ocorrência que enfrentamos na madrugada inteira foram bolsões d’água e ocorrências de árvores que caíram. Tivemos uma fatalidade associada à chuva impensável, que só vai se repetir daqui a 150 anos, com ventos de 123 km/h. Na madrugada, tivemos 200 homens da Comlurb trabalhando com a retirada, agora já temos 2 mil homens. Conseguimos rapidamente recuperar a Grajaú-Jacarepaguá e a Linha Vermelha. A prioridade são as vias expressas”, disse o secretário da Casa Civil, Paulo Messina.

 

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