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A transmissão de conjuntivite aumenta nos meses de verão

No verão, os casos de conjuntivite aumentam, principalmente por conta das variações dos termômetros e a proximidade entre as pessoas. (Foto: Freepik)

Vermelhidão e irritação dos olhos são os primeiros sintomas da conjuntivite: doença que causa a inflamação da conjuntiva (membrana transparente que recobre o globo ocular e a parte interna da pálpebra). No verão, os casos do problema aumentam, principalmente por conta das variações dos termômetros e a proximidade entre as pessoas.

“As mudanças de temperatura provocam uma inversão térmica e mais partículas ficam suspensas no ar. São elas que fazem com que os olhos fiquem irritados, facilitando a entrada de microrganismos. Além disso, o contato maior de pessoas em praias ou piscinas também facilita a transmissão, principalmente por conta da areia e da água que podem estar contaminadas”, explicou Juan Jimenez, membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, em entrevista ao Jornal Extra.

Segundo José Ottaiano, presidente do conselho, os pacientes costumam apresentar mais casos de conjuntivite viral nesta época. Mas, como é possível se contaminar com dois tipos da doença ao mesmo tempo, o especialista orienta que o cuidado seja redobrado:

“As conjuntivites bacterianas costumam ser mais graves, pois algumas bactérias podem ser bem agressivas ao organismo”, alertou. “Normalmente, a conjuntivite viral tem uma bacteriana associada a ela, porque quando um paciente pega uma inflamação o corpo perde a capacidade de se proteger e com isso as bactérias acabam contaminando também”, completou Jimenez.

Automedicação pode agravar o problema

Cada tipo de conjuntivite tem seus sintomas específicos. A viral causa inchaço nas pálpebras e forma uma membrana que deve ser tirada por um oftalmologista. Já a bacteriana, além de deixar os olhos inchados, apresenta secreção amarelada. A alérgica faz com que o paciente lacrimeje bastante.

Segundo os especialistas, ao surgirem os primeiros sintomas, os olhos devem ser lavados com água filtrada gelada, em vez usar água boricada ou colírios. Se o quadro inflamatório não melhorar, é preciso procurar um oftalmologista.

“Um dos maiores problemas que temos é a automedicação. Por muitas vezes, o paciente usa um colírio que não é indicado para o tipo de conjuntivite dele. As complicações da automedicação são mais graves do que as da doença, como por exemplo, o aumento da pressão do olho”, disse Jimenez.

Proteja seus olhos

– Evite compartilhar toalhas de rosto e de corpo, lençóis, travesseiros e outros objetos de uso pessoal.
– Não use maquiagem de outras pessoas e nem empreste as suas.
– Lave as mãos com frequência e não coloque-as nos olhos.
– Use óculos de mergulho para nadar, ou óculos de proteção se você trabalha com produtos químicos.
– Não use medicamentos (pomadas, colírios) sem prescrição médica, mesmo que tenham sido indicados para outras pessoas.
– Evite nadar em piscinas sem cloro ou em praias e lagos impróprios para banho.
– Evite se expor a agentes irritantes como fumaça e/ou alérgicos (pólen) que podem causar conjuntivite.

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