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Tuberculose mata mais pessoas que HIV/AIDS

O tratamento é disponibilizado gratuitamente pelo SUS. (Foto: Pixabay)
Por Gabriella Rocha*

Relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) registrou que cerca de um milhão de pessoas morrem, anualmente, infectadas pela tuberculose. Apenas no Brasil, cerca de 4,6 mil mortes são registradas por ano,em decorrência da infecção pela bactéria, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Isso a torna a doença que mais mata no mundo, superando, inclusive, o HIV/AIDS.

No próximo domingo (24), celebra-se o Dia Mundial da Luta Contra a Tuberculose, data criada para homenagear o médico Robert Koch (1843-1910), que descobriu o bacilo causador da doença, e também para conscientizar a população a respeito das formas de tratamento, transmissão e de como evitá-la. Transmitida através do contato com indivíduo infectado, em situações comuns como conversar, espirrar e tossir, a bactéria afeta primeiramente os pulmões, podendo atingir, posteriormente, qualquer outro órgão.

Segundo Leonardo Meira, médico pneumologista do Hospital Felício Rocho, a gravidade da doença pode variar de acordo com diversas condições, incluindo características individuais do paciente, como a presença de doenças associadas antecedentes, estado nutricional e imunológico e perfil de resistência da microbactéria. O médico alerta para a importância do diagnóstico precoce, pois assim a chance de cura é maior.

Principais sintomas

  • Tosse habitualmente produtiva e contínua;
  • Febre baixa;
  • Falta de apetite;
  • Cansaço excessivo;
  • Sudorese noturna;
  • Perda de peso.

Tratamento

O tratamento da tuberculose é realizado com o uso de medicamentos que são fornecidos gratuitamente e exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com duração estimada de seis meses. Segundo Leonardo, o paciente precisa ingerir de dois a quatro comprimidos, em jejum, por dia, durante seis meses. Após os 20 primeiros dias, muitos pacientes deixam de registrar os sintomas, interrompendo o uso. O médico alerta que o tratamento é longo, mas só assim é possível retirar a doença do organismo.

*Estagiária sob supervisão de Marjana Vargas

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