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Tucanos pedem a saída do senador Aécio Neves do comando do PSDB

Aécio se licenciou da presidência do PSDB após a divulgação de um áudio no qual foi flagrado pedindo 2 milhões de reais. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Os prefeitos de São Paulo, João Doria, e de São Bernardo do Campo, Orlando Morando, ambos do PSDB, pediram que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) deixe em definitivo a presidência da legenda e que o partido mude a configuração da Executiva da sigla. Procurado, Aécio não se manifestou.

“Defendo que o (senador) Tasso (Jereissati) seja o presidente efetivo, desde já. E que ele conduza uma convenção nacional em agosto, em Brasília, abrindo espaço para a nova geração de prefeitos da ‘onda azul’ de 2016. Os prefeitos (tucanos) não têm nenhuma representação no Diretório Nacional. Isso não é correto”, disse Doria.

Em seguida, o prefeito da capital “delegou” ao colega Morando a representação dos prefeitos tucanos na Executiva da legenda. “Deleguei nossa representação ao Orlando Morando, que será um grande representante dos prefeitos brasileiros”, afirmou Doria.

Aécio se licenciou da presidência do PSDB após a divulgação de um áudio no qual foi flagrado pedindo 2 milhões de reais ao empresário Joesley Batista, da JBS, para pagar custos de sua defesa em processo da Operação Lava-Jato. O conteúdo da gravação está nas delações premiadas do Grupo J&F. O senador também foi afastado, por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin, das funções parlamentares, já retomadas.

Tasso assumiu o comando do partido, de forma interina. “Aécio terá a grandeza de saber que não dá mais para ocupar a presidência do partido.

O PSDB está em dívida com a sociedade”, disse Morando. Ele e Doria vão agora conversar com os prefeitos tucanos de Manaus, Arthur Virgílio, e de Porto Alegre, Nelson Marchezan, para selar o acordo sobre a nova estrutura da Executiva.

Irregularidades

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações cobra do senador Aécio Neves e de três secretários de Estado por supostas irregularidades em convênio entre o governo federal e o de Minas Gerais em 2005. O tucano governou o Estado de 2003 a março de 2010.

O acordo foi firmado para a construção dos chamados centros vocacionais tecnológicos, que oferecem por exemplo cursos nas áreas de empreendedorismo, informática e agricultura. Os ex-secretários do tucano citados pelo ministério são Bilac Pinto, Paulo Kleber Duarte Pereira e Alberto Duque Portugal, que comandaram a Secretaria de Ciência e Tecnologia.

Os centros foram construídos e funcionam. Porém, segundo apuração do ministério, teriam ocorrido irregularidades nos gastos que envolveram 7,3 milhões de reais em valores da época. Corrigidos, eles totalizam os 20,3 milhões de reais cobrados do senador e auxiliares. O total previsto para o projeto era de 21,5 milhões de reais. Em nota, o senador Aécio afirmou que os “ex-secretários de Ciência e Tecnologia estão apresentando suas defesas”.

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