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Turma da boquinha

Políticos sem-cargo no futuro governo estão colando em aliados indicados para Ministérios. (Foto: Agência Brasil)

Os políticos sem-cargo no futuro governo, a despeito da decisão de seus partidos de não interferirem no processo ou pedir vagas, estão colando em seus aliados indicados ministros, para tentar permanecer em Brasília. Sejam os reeleitos, que pretendem indicar apadrinhados, ou os que perderam eleição, que almejam nomeações para continuar circulando em Brasília.

É um “submundo” de negociatas de cargos abaixo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que fecha os olhos para o ‘toma-lá-dá-cá’ que tanto combate. Nesse cenário entram políticos de vários partidos, como MDB, PSDB, DEM, e outros.

A aliada

Tucanos, por exemplo, estão vagando pela transição e colaram na futura ministra da Agricultura, deputada Tereza Cristina (DEM-MS), com quem têm afinidade.

O aliado

Aliás, eles têm aval para isso. Além de Tereza, o principal interlocutor do tucanato para entrada no governo é o futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS).

Degustação

Em recente almoço da Frente Parlamentar da Agropecuária, Tereza Cristina homenageou deputados tucanos que “mudaram a História da agropecuária brasileira”.

Reforma$

Chegaram à cúpula da equipe de transição de Bolsonaro estudos e relatórios produzidos pela área econômica do governo de Michel Temer que traçam cenários para os próximos 12 anos e reforçam a necessidade de “execução de reformas” para evitar o crescimento de despesas.

“Salto”

Um dos cenários, visto com bons olhos pelo futuro ministro da Fazenda, Paulo Guedes, aponta que o País daria “um salto de crescimento, com média real de 4%, com a realização de reformas macrofiscais e reformas microeconômicas pró-investimento e aumento da produtividade”. Por isso, interpretam Guedes e futuros ministros, a “urgência” de aprovação da reforma da Previdência no primeiro semestre de 2019.

Os de sempre

Integrantes da equipe de transição e do PSL criticam a aproximação cada vez maior do presidente eleito com o MDB. Dizem que o partido abriga “quadros da velha política” envolvidos nos principais esquemas de corrupção desvendados nos últimos anos.

Equação salvadora

Os mais atentos indicam equação política para salvar Darcísio Perondi (RS), o general do presidente Temer no atual Congresso, que não se reelegeu, mas assumirá como deputado federal em 2019 com a nomeação de Osmar Terra ministro do MDS.

Continência!

Segue o esforço descomunal e inédito do presidente da Infraero, Antonio Claret, de usar a agenda oficial da estatal na tentativa de se aproximar dos militares que vão mandar no Ministério da Infraestrutura – ao qual a Infraero ficará subordinada. Na última segunda-feira, ele foi ao Gabinete de Segurança Institucional para comemoração dos 80 anos do órgão. À noite, voou para São Paulo para confraternização de oficiais da Aeronáutica.

Olho neles!

Claret é apadrinhado de Valdemar da Costa Neto, o dono do PR, que tentou manter, mas perderá no Governo Bolsonaro a Infraero e boa parte das direções do DNIT, além do Ministério dos Transportes. O clã do PR domina esse território e seus contratos desde o fim do Governo de Fernando Henrique Cardoso.

Bolsas

Mais de 400 mil bolsas de pós-graduação devem ser cortadas em 2019 caso o Orçamento para a educação em discussão no Congresso seja aprovado. Os investimentos na área de fomento à pesquisa por parte do governo federal caíram de R$ 7 bilhões, em 2015, para R$ 4 bilhões neste ano – patamar que deve ser mantido.

Lousa apagada

O secretário de Assuntos Jurídicos e Legislativos da Confederação Nacional do Trabalhadores em Educação, Gabriel Pereira Cruz, pontua que a universidade brasileira vive um caos: “Muitas ameaçadas de fechar; universidades estaduais fechando suas portas; institutos federais fechando portas, incapazes de manter o atendimento já ofertado”.

ESPLANADEIRA

– A juíza Andréa Pachá é a convidada de hoje do projeto “Filosofia na Praia”, do Instituto Cravo Albin, para palestra no Quiosque da Alice, na orla do Leme.

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