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Um apagão na Estação Espacial Internacional atrasou o lançamento de um foguete

Falha em parte do sistema foi registrada na segunda-feira (29) e adiou envio de cápsula com suprimentos para a estação. (Foto: Reprodução)

Uma queda parcial de energia atinge a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) desde a segunda-feira (29), segundo a Nasa, a agência especial norte-americana. Um defeito em um disjuntor causou a queda de parte dos canais de energia da estação.

O lançamento de uma cápsula com suprimentos para a estação especial estava agendado para a quarta-feira (1º) mas foi remarcado para ocorrer depois de sexta-feira (3) por conta da falha.

Tripulantes da estação estão usando um braço robótico para tentar substituir o equipamento danificado. Não há risco imediato para os seis astronautas que moram atualmente na estação, de acordo com a Nasa.

A eletricidade na estação espacial é fornecida por oito painéis solares instalados no exterior da estrutura. A energia gerada pelas placas é encaminhada para o laboratório por meio de quatro switches, equipamento semelhante a um disjuntor. Apenas um deles apresentou defeito. Como consequência, dois dos oito canais de energia da ISS deixaram de funcionar.

O lançamento de uma cápsula de carga para a estação, marcado inicialmente para quarta-feira (1º) foi adiado porque, para capturar a cápsula e receber os suprimentos, os astronautas utilizam um braço robótico que foi afetado pela queda de energia.

“Túnel do tempo”

Astrônomos criaram uma espécie de “túnel do tempo” com 13,3 bilhões de anos em história espacial. Elaborando dados produzidos ao longo de 16 anos pelo telescópio espacial Hubble, cientistas da Nasa e da Agência Espacial Europeia conseguiram reunir, em uma só imagem, 265 mil galáxias. Segundo comunicado publicado nesta quinta-feira (2), este é o mais completo histórico das galáxias já feito até hoje.

A imagem final é resultado da união de cerca de 7,5 mil fotografias individuais. Com isso, os astrônomos do projeto “Hubble Legacy Field” chegaram a um amplo retrato histórico do universo distante que remete a um passado muito remoto: apenas 500 milhões de anos após o “big bang”.

Como a luz emitida nas galáxias foi emitida milhões de anos atrás — às vezes bilhões —, é possível rastrear a formação de partes do universo ao longo dos anos por meio das imagens do Hubble. O telescópio orbita a cerca de 563 km da Terra e cada volta leva 93 minutos.

Evolução das galáxias

Em comunicado, as agências espaciais envolvidas no projeto afirmam que “a história evolutiva do universo também é narrada nessa visão abrangente”, pois o retrato “mostra como as galáxias mudam com o tempo, formando-se até se tornarem as galáxias gigantescas vistas no universo próximo”.

Segundo o líder to time que unificou as imagens, Garth Illingworth, da Universidade da Califórnia, “esta imagem contém a história completa do crescimento das galáxias no universo, desde quando eram ‘criança’s até quando cresceram e se tornaram completamente ‘adultas'”.

Eles acreditam que só será possível superar a qualidade dessa imagem após o lançamento de novos telescópios espaciais, no futuro. O Hubble foi lançado em 24 de abril de 1990. Toda semana, ele transmite cerca de 150 gigabits em dados científicos. Ele passa 250 dias por ano focado em uma única parte do universo.

Legado 

“Nós montamos esse mosaico como uma ferramenta para ser usada por nós e também por outros astrônomos”, disse Illingworth. “A expectativa é que essa pesquisa leve, nos próximos anos, a uma compreensão maior, mais coerente e profunda sobre a evolução do universo.”

Com a imagem em alta resolução, é possível catalogar muitas galáxias distantes — 30 vezes mais do que imagens desse tipo, chamadas de “campo profundo”, produzidas no passado. De acordo com Katherine Whitaker, da Universidade de Connecticut, esse tipo de pequisa tende a estimular descobertas imprevisíveis nos estudos sobre a evolução das galáxias.

O estudo permitirá aos astrônomos, por exemplo, traçar um histórico sobre a expansão do universo, obter pistas sobre as propriedades físicas do cosmos, quando os elementos químicos se originaram e quais as condições favoreceram a formação do nosso sistema solar e a vida na Terra.

O mesmo time de astrônomos está trabalhando, agora, em um segundo conjunto de imagens, voltado para uma parte diferente do universo, totalizando mais de 5,2 mil fotografias do Hubble.