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Um arcebispo brasileiro proibiu os padres de ficarem sozinhos com menores de idade

Dom Manoel Delson comanda a Igreja Católica na Paraíba. (Foto: EBC)

Um decreto assinado pelo arcebispo metropolitano da Paraíba, Dom Manoel Delson, proíbe que os padres estejam na companhia de menores e de adultos vulneráveis desacompanhados dos pais ou responsáveis, na casa paroquial, no carro ou em outros ambientes reservados.

A medida foi oficializada duas semanas após a imprensa veicular reportagens sobre a sentença da Justiça do Trabalho que condenou a Igreja Católica a pagar uma indenização de R$ 12 milhões por exploração sexual de menores de idade.

O documento também esclarece que durante as atividades organizadas pelas paróquias não é permitido oferecer alojamento a menores e a adultos vulneráveis desacompanhados dos pais ou responsáveis. Além disso, o atendimento espiritual a menores e adultos vulneráveis, principalmente durante a confissão, terá que ser feito nos confessionários ou em locais adequados na igreja que garantam segurança e visibilidade.

Outra determinação incluída no documento assinado por Dom Delson é a de qualquer padre que for alvo de acusação por abuso ou exploração sexual de menores deverá informar imediatamente o fato ao arcebispo.

Conforme o líder religioso, o objetivo é assegurar às crianças, adolescentes e adultos vulneráveis um ambiente eclesial seguro. Dom Delson alertou que, em casos de condutas suspeitas de abuso sexual por parte dos sacerdotes, ele pode limitar ou até mesmo o exercício da atividade pastoral dos religiosos até que as acusações sejam esclarecidas.

No dia 1º de fevereiro, Dom Manoel Delson se manifestou nas redes sociais, declarando que um procedimento canônico foi iniciado para avaliar a suspensão de ordem dos padres que foram investigados pelo Ministério Público Estadual por casos de abuso sexual contra menores de idade, arquivado pelo Conselho Superior do órgão.

O arcebispo também explicou, por meio de um vídeo publicado no Facebook, que as reportagens trouxeram de novo à tona uma questão que ele considera difícil para a Arquidiocese: “Toda a igreja se vê envolvida nessa onda de denúncias e sente profundamente que padres estejam sendo denunciados nos meios de comunicação, atingindo o que nós temos de mais sagrado, a nossa fé”.

Investigações

Além da condenação do Ministério Público do Trabalho e do arquivamento dos casos do Ministério Público Estadual, uma sessão da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça formou maioria pela condenação da Arquidiocese da Paraíba, no dia 22 de janeiro, em uma outra ação civil envolvendo acusações de pedofilia com mais de vinte jovens.

No alvo da ação por danos morais coletivos, movida pelo MPE, estão acusações de pedofilia contra um padre na cidade de Jacaraú, no Litoral Norte da Paraíba, Adriano José da Silva, já falecido. O julgamento não foi concluído porque um dos desembargadores pediu vista. Um novo julgamento está marcado para a próxima terça-feira.

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