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Um barco à deriva que transportava 25 imigrantes foi resgatado na costa do Maranhão

Foram encontrados estrangeiros vindos do Senegal, da Nigéria e da Guiana, além de dois brasileiros. (Foto: Divulgação)

Um barco à deriva que transportava 25 imigrantes foi resgatado, na noite de sábado (19), na Baía de São Marcos, próximo ao município de São José de Ribamar, na Região Metropolitana de São Luís (MA). A informação foi divulgada pela Capitania dos Portos.

Foram encontrados estrangeiros vindos do Senegal, da Nigéria e da Guiana, além de dois brasileiros, de acordo com a Secretaria dos Direitos Humanos do Maranhão. A Capitania dos Portos informou que os brasileiros seriam coiotes – pessoas que transportam imigrantes ilegais em troca de dinheiro. A Polícia Federal investiga se houve crime no transporte dessas pessoas para o Brasil e vai avaliar a situação jurídica delas no País.

Segundo a Capitania dos Portos, os imigrantes estariam há 35 dias à deriva no mar. Eles foram encontrados por pescadores cearenses, que trouxeram o grupo até o litoral maranhense. O barco foi rebocado e, ao chegar ao cais de São José de Ribamar, equipes do Corpo de Bombeiros, do governo do Maranhão e das polícias Federal e Militar coletaram as primeiras informações com os imigrantes.

O grupo recebeu atendimento médico na Unidade de Pronto Atendimento do bairro Araçagi, no município. Em seguida, os imigrantes foram encaminhados para o Ginásio Costa Rodrigues, em São Luís, onde receberam refeições e estão alojados por tempo indeterminado.

Venezuelanos

Foi realizada na sexta-feira (18), em Brasília, uma audiência de conciliação, designada pela ministra do STF (Supremo Tribunal Federal) Rosa Weber, entre representantes do governo federal, do governo de Roraima, da Defensoria Pública da União e de organizações de defesa dos direitos humanos.

A governadora de Roraima, Suely Campos, apresentou uma proposta que prevê ressarcimento, por parte do governo federal, de R$ 184 milhões de reais aos cofres do Estado. O valor, segundo ela, é referente a recursos gastos desde 2016 nas áreas de saúde, educação e segurança por causa da migração de venezuelanos. O governo de Roraima estima que a população de 550 mil habitantes teve um acréscimo de 10% em decorrência do fluxo migratório dos últimos três anos.

A advogada-geral da União, Grace Mendonça, se comprometeu a levar as demandas para os ministérios, mas destacou que o governo federal considera inegociável o fechamento da fronteira, proposto pelo governo de Roraima. Os venezuelanos tem entrado no Brasil pelo Estado para buscar melhores condições de vida. A Venezuela enfrenta uma grave crise econômica e política.

Durante a reunião no STF, a governadora de Roraima manteve o pedido de fechamento da fronteira com a Venezuela, mas disse estar aberta à negociação. Uma nova reunião entre o governo federal e o governo de Roraima está marcada para o dia 8 de junho, no Supremo.

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