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Chefe de gabinete do Ministério do Trabalho que estava preso pediu a sua demissão

Júlio de Souza Bernardes, o "Canelinha", divulgou vídeo nas redes sociais. (Foto: Reprodução)

Solto na madrugada de terça-feira, o chefe de gabinete do ex-titular do Ministério do Trabalho Helton Yomura, pediu exoneração do cargo. Já em seu apartamento em Brasília, Júlio de Souza Bernardes gravou um vídeo, divulgado nas redes sociais, onde comunicou a sua decisão.

“Eu estou indo hoje ao ministério do Trabalho pedir a minha exoneração, para que o novo ocupante da pasta tenha transparência, tranquilidade para trabalhar e para que as investigações sigam normalmente, a fim de não parecer e nem dar um ar de que talvez eu esteja permanecendo no cargo para tentar ocultar algum tipo de prova dessa investigação que ainda prossegue”, justificou.

Ex-vereador em Paraíba do Sul (RJ) pelo PTB e conhecido pelo apelido de “Canelinha”, Bernardes havia sido preso na semana passada, durante a terceira fase da Operação Registro Espúrio, e libertado após o prazo de cinco dias da prisão temporária previsto em lei, diante da ausência de uma ordem do STF (Supremo Tribunal Federal) para que a medida fosse convertida em prisão preventiva. Ele teve os sigilos telefônicos e bancários quebrados.

O discurso é de que não cometeu nenhuma irregularidade. “Quero deixar claro que eu só me tornei investigado nessa operação registro espúrio tão somente por eu ter feito contato com pessoas que eram pessoas que estavam sendo investigadas. Por isso me tornei alvo da investigação”, disse Bernardes na gravação.

O novo ministro do Trabalho, Caio Luiz de Almeida Vieira de Mello, tomou posse na tarde de terça-feira, em cerimônia no Palácio do Planalto. Perguntado se será necessário fazer uma revisão nos cargos da pasta após a terceira fase da Operação Registro Espúrio, deflagrada pela PF (Polícia Federal) e que afetou a cúpula da pasta então comandado pelo PTB, o novo ministro afirmou que se as mudanças forem necessárias serão feitas.

“Eu quero deixar claro que só me tornei investigado nessa Operação Registro Espúrio tão somente por eu ter feito contato com pessoas que estavam sendo investigadas”, acrescentou “Canelinha”, sem citar nomes e explicando que nunca foi filiado a nenhum sindicato e que tampouco atuou nos processos de registros sindicais, que são o foco da investigação da PF que acabou derrubando Yomura do cargo.

No dia em que foi detido, Bernardes depôs à PF e afirmou que o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, pediu em maio informações sobre o andamento de registros sindicais, demanda que foi encaminhada ao então coordenador de registro sindical Renato Araújo, também detido na Registro Espúrio.

“Em geral nós demandávamos documentações em um procedimento normal e republicano, sem nenhum tipo de pedido para que uma coisa fosse modificada em ordem cronológica. Ainda que fosse feito esse pedido, eu não estaria cometendo crime, estaria cometendo um ato administrativo, mas ainda assim nem isso eu tive, nem isso eu fiz”, sublinhou no vídeo.

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