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Confronto entre servidores municipais e policiais da Brigada Militar deixa seis pessoas feridas

Manifestantes permaneceram em frente ao Legislativo municipal, no aguardo do final da votação. (Foto: Reprodução/Twitter)

Na tarde dessa segunda-feira, um confronto entre servidores de Porto Alegre e policiais da BM (Brigada Militar) deixou ao menos seis pessoas feridas no espaço em torno da Câmara de Vereadores, no Centro Histórico. O incidente ocorreu quando um grupo protestava contra o projeto-de-lei apresentado ao Legislativo pela prefeitura para alterar itens do estatuto dos municipários.

Segundo testemunhas, manifestantes ligados ao sindicato da categoria (que nessa segunda-feira entrou em greve, considerada ilegítima pela prefeitura, sob ameças de corte no ponto) teriam forçado a entrada no prédio após serem barrados pela segurança, devido à lotação já esgotada do plenário, onde o texto seria apreciado e votado. O brigadianos reagiram com bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral para conter o tumulto, recebendo de volta pedras e outros objetos.

Informações extraoficiais dão conta de que um número maior – nove, em vez de seis – pessoas teriam sido atendidas no HPS (Hospital de Pronto-Socorro) da Capital após o confronto. Durante a sessão, a oposição chegou a apresentar um requerimento para adiar a apreciação do projeto, por causa do tumulto do lado de fora, mas o pedido acabou rejeitado por 21 a 12.

Sessão longa

Iniciada por volta das 19h, a votação do projeto de Nelson Marchezan Júnior adentrou a noite e não havia sido encerrada até o fechamento desta edição do jornal “O Sul” – quando já se aproximava da meia-noite, ainda faltava a discussão de algumas emendas, processo que antecede a decisão dos vereadores sobre a matéria. Enquanto isso, manifestantes permaneciam em vigília do lado de fora da Câmara.

O texto que causou descontentamento na categoria prevê restrições às gratificações pagas aos servidores da prefeitura. Se aprovada, a proposta cortará avanços salariais dos municipários e retira os aumentos automáticos de funcionários em regimes especiais de trabalho (mediante cumprimento de mais horas que o previsto).

Nota oficial

Por meio de seu site, a prefeitura de Porto Alegre se manifestou sobre o incidente. De acordo com uma nota oficial, o acesso ao plenário da Câmara de Vereadores foi liberado a partir das 12h30min, mediante cadastro dos ingressantes, a fim de garantir a segurança e a ordem. Após a lotação máxima do plenário, foram fechados os portões.

“De acordo com o comandante em exercício da Guarda Municipal, Rodrigo Tentardini, os manifestantes que ficaram do lado de fora do Legislativo bloquearam a avenida Loureiro da Silva em ambos os sentidos e forçaram o portão de acesso, localizado na mesma via, na tentativa de invadir o local”, frisou o texto. “Eles arremessaram pedras e três agentes da Guarda Municipal sofreram ferimentos e necessitaram de atendimento médico”.

Ainda segundo a administração municipal, em eventos e votações que exigem maior controle no acesso, as medidas adotadas obedecem a um protocolo de segurança da presidência da Casa, a cargo da equipe de Segurança Parlamentar, que solicita apoio da Guarda Municipal quando necessário.

(Marcello Campos)

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