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Um dia a menos. Um dia a mais

(Foto: Banco de Dados)

Depois de um dia em que nos sentimos por dentro e por fora, anímica e fisicamente, amassados, a tristeza cansa mais do que qualquer grande esforço.

Pior é constatar – sem régua métrica para aferir o desgaste de afetividade – o espaço vazio, doendo baixinho (desamor, ou risco de ser por ele vitimado tem, sim, um som sem harmonia, quase surdo) incrementado, às vezes, quando se teme que a ausência passa não ser apenas (?) um temor. Seja uma realidade.

E vem à cena a morte – intrometida e traiçoeira – a lembrança do quadro que reproduziria a cena mórbida que não vimos. E vemos o quão fracas são as nossas forças. Não há como enfrentar a “Malvada” de peito aberto. Precisamos de uma casamata, um “bunker” espiritual para nos proteger. É possível que Orson Welles tenha, indiretamente, descoberto melhor remédio ao afirmar que “a única coisa verdadeira é o sonho”. Se é difícil provar que é, felizmente mais difícil é provar que não é.

De qualquer maneira, convida-la para compartilhar pensamentos é comprar passagem, só de ida, para a “ malinconia”. Se ela aparecer de repente, na “carona” de outro tema, será preciso desconvida-la, sem constrangimento e com veemência, para que se vá, sem temer que ela – vingativa – volte logo.

Voltaire, que era suíço, e não francês, como muitos pensam – ironizou-a. Criticou as religiões. Fez “historietas” em que padres e crentes eram ingênuos ou idiotas. Já idoso, para a sua época, sabendo que se aproximava o ritual final, transformou-se em um quase noviço católico apostólico dizendo que “só assim poderá no depois, ser mais forte do que ela”.

Ruy Barbosa que, com o avanço da idade, passou de agnóstico a religioso, falando, ao pé do caixão de um amigo, garantiu que: “a morte não extingue, transforma; não aniquila, renova; não divorcia, aproxima”. As teses do vigoroso discurso do “Águia de Haia“ nunca foram confirmadas, com apresentação de provas. Também nunca foram rebatidas com sólidos argumentos.

Há que se reconhecer que a morte é sábia. Imaginemos que ela fosse anunciada, antecipadamente, com data certa. Constaria, por exemplo, como ITEM, da própria Certidão de Nascimento.

Teria um certo feitio de contrato por prazo determinado. Morreríamos, contando, um pouco a cada dia, com um enlouquecedor calendário na mão. A cada 24 horas – estaria escrito na folhinha – UM DIA A MENOS.

Sem data antecipada, sem “folhinha”, portanto, TAMBÉM SERÁ UM DIA A MENOS, MAS OS ESPERANÇOSOS OTIMISTAS, DIRÃO: É UM DIA A MAIS.

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