Um dos fundadores do Google investiu mais uma vez na criação de carros voadores

A startup canadense Opener anunciou seu novo veículo voador, chamado de BlackFly. (Foto: Reprodução)

O cofundador do Google Larry Page está interessado em carros voadores: ele financiou pela segunda vez uma startup do ramo. Page apoiou o novo veículo voador da startup canadense Opener, chamado de BlackFly, anunciado na quinta-feira (12). A Opener não revelou o valor do investimento. A notícia é do site da BBC.

A startup Opener afirmou que está trabalhando há nove anos na construção do BlackFly. Ele é um veículo para um tripulante apenas, tem capacidade de viajar durante 40 quilômetros e consegue atingir a velocidade de aproximadamente 100 km/h. O BlackFly tem controle do tipo joystick e, segundo a Opener, será fácil usá-lo. A startup disse que não será necessário ter habilitação para dirigir o veículo.

O BlackFly já fez mais de mil voos em testes, um total de aproximadamente 19 mil quilômetros. Não há previsão de quando os veículos estarão disponíveis no mercado. De acordo com a BBC, os primeiros modelos serão caros, mas em um segundo momento os preços podem diminuir.

Essa é a segunda vez que Page apoia startups de carros voadores: ele também colocou dinheiro na a startup Kitty Hawk, criada por Sebastian Thrun, um dos pais do projeto de carro autônomo do Google.

Energia

Segundo a startup Opener, em comparação com os demais automóveis tradicionais, o BlackFly consome menos energia (apenas 245 Wh por milha) do que carros a gasolina (1.233 Wh/mi) e até elétricos, movidos a bateria (270 Wh/mi). A nave também é mais silenciosa, emitindo 72 decibéis contra 76 dBA de um carro e mais de 80 dBA de uma moto.

Contudo, o carro não foi projetado para ser dirigido em estradas. O BlackFly pode levantar voo e aterrissar sobre asfalto, grama, neve e gelo, mas não é capaz de andar nessas superfícies. Dessa forma, ele se parece mais com o Ehang 184, drone apresentado na CES 2016 como o primeiro capaz de transportar pessoas.

Os criadores garantem que o carro é fácil de operar, e os controles contam com botão para “voltar para casa”, assistente de pouso suave e treinamento compreensível, além de um joystick intuitivo. O BlackFly também tem um software de envelope de voo, mecanismo que demonstra em um gráfico quais os limites que a aeronave pode atingir para realizar uma determinada operação de forma segura. O veículo ainda conta com geofencing, sistema que usa o GPS para mostrar a localização do objeto em um mapa digital.

O VTOL (Vertical Take-Off and Landing), ou seja, é capaz de decolar e aterrissar na vertical, é construído com fibra de carbono impregnada com epóxi e mede aproximadamente 4 metros, tanto na largura quanto no comprimento, com 1,5 metro de altura. O aparelho aguenta cerca de 113 kg de carga e, vazio, pesa 141,9 kg.

O design é projetado para responder a falhas humanas. Há três modos de voo “à prova de erros”, incluindo um para caso a bateria esteja baixa. Segundo a fabricante, o componente pode levar de 67 minutos a 7,4 horas para ser completamente carregado, dependendo da potência da fonte de alimentação.

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