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Estilo de vida saudável reduz risco de demência em até 60%

Mesmo indivíduos com propensão genética à doença podem diminuir o risco comendo bem, se exercitando e evitando cigarro e álcool. (Foto: Reprodução)

Não fumar, não beber, se alimentar bem, praticar exercícios e manter a mente ativa. Esses são os principais indicadores de uma vida saudável e com menor risco de problemas de saúde graves, como doenças cardiovasculares e câncer. Agora, cientistas indicam que a manutenção de um estilo de vida saudável pode reduzir também o risco de demência – mesmo para quem apresenta maior propensão genética para a doença.

O estudo sugere que indivíduos que adotam quatro ou cinco hábitos saudáveis têm 60% menos risco de desenvolver o problema neurológico. Já quem mantém de um a três práticas de boa saúde pode diminuir o risco em até 22%.

Outra pesquisa chegou à conclusão semelhante: manter quatro ou mais desses hábitos reduz o risco de Alzheimer – principal doença neurológica dentro do espectro da demência – em 59%; para quem pratica dois ou três o risco é 39% menor.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, atualmente mais de 50 milhões de pessoas convivem com alguma forma da doença em todo o mundo. No entanto, esse número deve triplicar até 2050, chegando a 152 milhões.

Os pesquisadores alertam que os novos achados provavelmente não se aplicam a quem já apresenta sinais da doença – mesmo em estágios muito precoces, que podem aparecer até 30 anos antes dos sintomas principais. Portanto, a recomendação é especialmente para indivíduos abaixo dos 40 anos, pois são aqueles que devem vivenciar esse período de crescimento da demência.

De acordo com Llewellyn, a manutenção de um estilo de vida saudável pode indicar um corte significativo nas taxas de demência (centenas de milhares de pessoas). “Isso é realmente fortalecedor. É provável que você reduza substancialmente o risco de demência se mudar para um estilo de vida saudável“, disse à BBC.

Os estudos

Para chegar a esta conclusão, a equipe do primeiro estudo acompanhou 196.383 pessoas do Reino Unido por oito anos. Os participantes, que tinham mais de 60 anos, responderam questionários acerca do estilo de vida e realizaram exames de DNA para avaliar o risco genético para desenvolver demência. A análise genética preliminar mostrou que haveria 18 casos de demência para cada 1.000 participantes.

A partir desses dados, os pesquisadores observaram como os hábitos de saúde poderiam interferir na carga genética. Ao final do acompanhamento, notou-se que esse número caiu para 11 casos para cada 1.000 participantes entre aqueles que seguiam as seguintes diretrizes básicas de saúde:

Não fumar; reduzir a quantidade de álcool para, no máximo, um litro de cerveja por dia; sSe exercitar por, pelo menos, duas horas e meia por semana; manter a mente ativa, como aprender um novo idioma e ler frequentemente, por exemplo; e manter um dieta balanceada que incluam três porções de frutas e vegetais por dia (cerca de 400 gramas), duas porções de peixe por semana e evitar carnes processadas, como salsicha, presunto, bacon e nuggets.

Já o segundo estudo, realizado com cerca de 2.500 pessoas ao longo de uma década, analisou os mesmos fatores e obteve resultado semelhante. “Os fatores de estilo de vida que escolhemos para estudar neste projeto são totalmente dependentes dos indivíduos, ou seja, é possível mudá-los imediatamente, caso as pessoas desejem.

Estávamos esperando encontrar um efeito protetor desses fatores no risco de demência. Mas ficamos surpresos com a magnitude do efeito”, comentou Klodian Dhana, que participou do segundo estudo, à revista Time.

Alerta

Apesar das descobertas, especialistas salientam que a manutenção de bons hábitos de saúde é importante, mas nem sempre será suficiente para evitar a demência.

“Embora os estudos sejam bem conduzidos e acrescentem dados que sugerem como o estilo de vida saudável pode ajudar a prevenir a demência em muitas pessoas, é importante lembrar que algumas desenvolverão demência não importa o quão saudável sejam”, alertou Tara Spiers-Jones, da UK Dementia Research, no Reino Unido, em comunicado.

Por causa disso, a especialista destacou a importância de continuar pesquisando sobre todas as formas de demência para que seja possível desenvolver métodos eficazes de tratamento e prevenção – que consigam chegar àqueles que não conseguem evitar o risco mesmo mantendo um estilo de vida de vida saudável.

Demência

De acordo com a Associação Brasileira de Alzheimer, a demência é uma maneira de denominar uma série de doenças neurodegenerativas que causam prejuízos cognitivos e incluem sintomas como: alterações de memória, problemas de linguagem, desorientação em relação ao tempo e espaço, dificuldade de raciocínio, concentração e aprendizado, além de mudanças comportamentais ou de personalidade.

Entre as doenças que caracterizam a demência estão: Alzheimer, Parkinson, demência vascular, demência com corpos de Lewy e demência frontotemporal. Além disso, recentemente pesquisadores descobriram a doença de Late, uma forma de demência que pode ser ainda mais comum que o Alzheimer.

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